PE-31 Análise da atividade anti-inflamatória in vitro e da capacidade antioxidante da naringenina

Palavras-chave

Naringenina;
Estresse Oxidativo;
Antioxidantes.

Como Citar

Pereira, S. C. S., Gonçalves, P. R., Pessoa, F. V. L. S., Batista, J. S. J. L., & França, F. D. (2026). PE-31 Análise da atividade anti-inflamatória in vitro e da capacidade antioxidante da naringenina. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00632

Resumo

Introdução: A naringenina é um flavonoide amplamente distribuído em espécies vegetais, destacando-se por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, relacionadas à modulação de mediadores inflamatórios e à proteção contra o estresse oxidativo. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade anti-inflamatória in vitro e antioxidante da Naringenina. Material e Método: A estabilidade de membranas eritrocitárias foi avaliada utilizando teste de hemólise ou “Red Blood Cell” (RBC), onde hemácias de carneiro foram incubadas com naringenina nas concentrações de 20, 40, 80, 160, 200, 250, 400, 500 e 750 µg/mL, empregando diclofenaco de sódio como fármaco anti-inflamatório controle/padrão, sendo calculado o percentual de hemólise em relação aos controles. A atividade antioxidante foi determinada pelo método Cupric Reducing Antioxidant Capacity (CUPRAC), utilizando Trolox como padrão e Naringenina nas concentrações de 20, 40, 80 e 160 µg/mL. A curva analítica de Trolox apresentou elevada linearidade (R² = 0,9902), permitindo a determinação dos valores de Trolox Equivalente (TE). Resultados: A naringenina apresentou baixa capacidade hemolítica no ensaio de hemólise, com apenas 3% de hemólise na maior concentração avaliada (750 µg/mL), quando comparada ao anti-inflamatório padrão. Esse resultado demonstra reduzido potencial de dano às hemácias nas condições experimentais empregadas. No ensaio de capacidade antioxidante pelo método CUPRAC, observou-se aumento progressivo da absorbância à medida que a concentração da naringenina foi elevada, evidenciando sua capacidade redutora frente ao complexo cúprico. A atividade antioxidante variou entre 1,580 e 6,440 µg/mL de Trolox Equivalente (TE), correspondendo a uma atividade específica entre 0,0403 e 0,0790 mg TE/mg de naringenina, indicando resposta dependente da concentração. Discussão : A baixa porcentagem de hemólise observada demonstra que a naringenina apresenta reduzida citotoxicidade sobre eritrócitos, preservando a integridade da membrana celular e indicando um perfil de segurança favorável para aplicações biológicas. No ensaio CUPRAC, o aumento da atividade antioxidante com a elevação da concentração confirma a capacidade da naringenina de reduzir íons cúpricos. Embora os valores obtidos sejam inferiores aos do Trolox, padrão de elevada atividade antioxidante, os resultados caracterizam a naringenina como um antioxidante de atividade moderada, compatível com estudos da literatura. Conclusão: Em conjunto, os resultados demonstram que a naringenina apresenta baixa citotoxicidade frente às hemácias e atividade antioxidante significativa, reforçando seu potencial como composto bioativo de interesse farmacêutico e justificando investigações futuras em modelos celulares e in vivo, visando à elucidação de seus mecanismos de ação e de sua aplicação no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00632
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