PE-20 Fornecimento e gasto público com diferentes formas farmacêuticas de rivastigmina para Alzheimer no Sistema Único de Saúde, Brasil

Palavras-chave

Doença de Alzheimer;
Desembolso direto;
Rivastigmina;
Sistema Único de Saúde.

Como Citar

Ernesto, L. P., Horsth, A. L., Meira, E. F., da Silva, M. R. R., & dos Santos, J. B. R. (2026). PE-20 Fornecimento e gasto público com diferentes formas farmacêuticas de rivastigmina para Alzheimer no Sistema Único de Saúde, Brasil. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00621

Resumo

Introdução: A doença de Alzheimer (DA) é uma condição crônica e incapacitante que exige cuidado contínuo. A rivastigmina é ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) em diferentes formas farmacêuticas, variando em posologia, tolerabilidade e custo. Este estudo analisou o fornecimento e o gasto público da rivastigmina no SUS. Material e Método: Trata-se de coorte retrospectiva via Sala Aberta de Situação de Inteligência em Saúde (Sabeis), entre janeiro de 2020 e dezembro de 2024. Incluíram-se pacientes com DA usando rivastigmina: cápsulas (1,5 mg, 3 mg, 4,5 mg e 6 mg), solução oral (2 mg/mL) e adesivos transdérmicos (5 cm², contendo 9 mg e 18 mg). Sem critérios de exclusão. Dispensou-se aprovação ética por utilizar dados secundários públicos. Variáveis incluíram: pacientes por procedimento, unidades dispensadas e gasto público total e unitário. A análise associou a dispensação aos regimes posológicos, avaliando o impacto financeiro para subsidiar o planejamento da Assistência Farmacêutica do SUS e identificar grupos beneficiários das tecnologias. Resultados: Foram incluídos 53.692 pacientes, maioria mulheres (n = 36.231; 67,5%). Por procedimento, adesivos concentraram mais registros (n = 47.316; 62,38%), seguidos por cápsulas (n = 26.499; 34,93%) e solução oral (n = 2.039; 2,69%); podendo haver contagem repetida por trocas. Nas unidades dispensadas, lideraram cápsulas (n = 22179568; 53,61%), seguidas por adesivos (n = 19151378; 46,29%) e solução (n = 44249; 0,10%). Essa diferença reflete a posologia (cápsulas duas vezes ao dia; adesivos uma vez ao dia). Adesivos tiveram maior preço unitário e gasto total (R$ 94.504.245,35), contra cápsulas (R$ 31.765.927,39) e solução (R$ 187.615,76). O custo anual do tratamento oral foi de R$ 613,20 a R$ 1.197,20; dos adesivos, R$ 1.277,50 a R$ 1.832,30. Discussão : Apesar do maior gasto total com os adesivos transdérmicos, suas vantagens posológicas e de tolerabilidade os tornam uma alternativa clinicamente relevante para os grupos de pacientes que apresentam dificuldade de adesão ao tratamento ou intolerância às formas orais. A discrepância entre os registros e as unidades dispensadas reflete os distintos regimes posológicos. Embora o custo por paciente seja superior com os adesivos, os potenciais ganhos em adesão terapêutica e a redução de efeitos gastrointestinais podem resultar em melhores desfechos e menor necessidade de cuidados adicionais, o que justifica a realização de estudos de custo-efetividade específicos para o contexto do SUS. Conclusão: Os adesivos transdérmicos geram maior impacto financeiro no SUS, mas trazem benefícios clínicos. O uso deve equilibrar custos, conveniência e efetividade no cuidado da DA.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00621
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