Resumo
Introdução (com objetivo): A osteoporose e a osteopenia estão associadas ao aumento do risco de fraturas em idosos, especialmente em indivíduos frágeis, configurando importante problema de saúde pública devido ao impacto sobre morbimortalidade, perda de autonomia e aumento da demanda por serviços de saúde1. A identificação do perfil clínico e de cuidado dessa população é essencial para o aprimoramento das estratégias de prevenção e manejo no Sistema Único de Saúde. Objetivo: Descrever a ocorrência de fraturas e o perfil de cuidado em idosos frágeis com osteopenia e osteoporose atendidos em serviço de referência da atenção secundária2. Material e Método: Estudo observacional transversal, de caráter descritivo, conduzido por meio de inquérito telefônico. A população incluiu idosos frágeis com diagnóstico de osteopenia ou osteoporose previamente atendidos em serviço de referência da atenção secundária e acompanhados na rede de atenção à saúde. As entrevistas foram realizadas com pacientes ou respondentes substitutos. As variáveis analisadas incluíram características sociodemográficas, prática de atividade física, exposição solar, histórico de fraturas e uso de medicamentos ou suplementos. Foi realizada análise descritiva dos dados. Estudo aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Foram contatados 624 indivíduos, com predominância do sexo feminino. A ocorrência de fraturas foi elevada, sendo relatada por 47,2% dos pacientes ao longo da vida. Observou-se elevada frequência de fatores de risco modificáveis descritos na literatura, incluindo inatividade física (77,0%) e baixa exposição solar regular (68,8%). Apenas 20,5% dos pacientes relataram prática de atividade física, sendo a caminhada a principal modalidade. Em relação ao uso de medicamentos ou suplementos para saúde óssea, 44,8% relataram utilização, enquanto 17,2% não souberam especificar o tratamento em uso. Discussão: Os resultados demonstram elevada ocorrência de fraturas em idosos frágeis com osteopenia e osteoporose, especialmente em mulheres, associada à presença significativa de fatores de risco modificáveis, como sedentarismo e baixa exposição solar. Esses achados reforçam a importância de intervenções voltadas à promoção da saúde óssea, considerando o impacto das fraturas na funcionalidade, qualidade de vida e mortalidade dessa população. Apesar de parte dos pacientes relatar uso de terapias medicamentosas, observam-se lacunas na adesão, no conhecimento sobre o tratamento e na continuidade do cuidado. Conclusões: A alta ocorrência de fraturas em idosos frágeis, associada a fatores de risco modificáveis, evidencia a necessidade de fortalecer estratégias integradas de cuidado no SUS, com uso adequado de terapias, acompanhamento contínuo e atuação da assistência farmacêutica na prevenção e promoção da saúde óssea.

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