PE-038 Intervenções Farmacêuticas na Gestão de Medicamentos não Padronizados: estratégias para otimização de recursos em um hospital materno-infantil

Palavras-chave

Farmácia Hospitalar; Gestão de Recursos; Economia da Saúde; Intervenção Farmacêutica

Como Citar

Venturini, B., & Araujo, J. B. (2026). PE-038 Intervenções Farmacêuticas na Gestão de Medicamentos não Padronizados: estratégias para otimização de recursos em um hospital materno-infantil. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00534

Resumo

Introdução (com o objetivo): A gestão farmacêutica em unidades hospitalares de alta complexidade exige estratégias rigorosas para o controle de custos sem prejuízo à segurança do paciente. A aquisição de medicamentos não padronizados (NP) representa um desafio logístico e financeiro devido ao custo unitário elevado e à necessidade de compras emergenciais. O objetivo deste trabalho é descrever a experiência de implantação de um fluxo de intervenção farmacêutica para a redução da aquisição de itens não padronizados e quantificar a economia gerada no Hospital Dom Malan em um período de 30 dias. Descrição: Trata-se de um relato de experiência sobre uma estratégia de gestão clínica onde o farmacêutico recebeu autonomia da direção para realizar intervenções diretas antes da abertura de processos de compra. As estratégias basearam-se em cinco pilares: 1) Revisão técnica do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP); 2) Discussão presencial com a equipe assistencial no setor para análise do contexto clínico; 3) Proposição de substituição por medicamentos padronizados de mesma classe terapêutica; 4) Suspensão de solicitações feitas por residentes até o endosso formal do médico preceptor ou coordenador do setor; 5) Instituição de análise de 24 horas para pacientes em Pronto Socorro, verificando a efetiva internação antes da aquisição. No período de 30 dias, foram registradas 81 solicitações de medicamentos NP. Após as intervenções, 16 solicitações (19,7%) foram evitadas através da adequação terapêutica. A análise financeira das solicitações evitadas, considerando posologia e tempo de tratamento, demonstrou um custo evitado total de R$ 1.230,74 no mês. Conclusão: A autonomia técnica conferida ao farmacêutico permitiu um filtro clínico-administrativo eficaz. A estratégia demonstrou que a intervenção presencial e a revisão sistemática de prontuários otimizam recursos financeiros e promovem o uso racional de medicamentos. O projeto fortaleceu a integração da farmácia com o corpo clínico e residentes, comprovando a eficácia da farmácia clínica como ferramenta de sustentabilidade e melhoria da qualidade na gestão hospitalar.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00534
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