PE-036 Influência do Modelo Institucional na Combinação de Fontes Pagadoras Hospitalares: Implicações para Acesso ao Mercado e Farmacoeconomia no Brasil

Palavras-chave

Financiamento da Assistência à Saúde; Cobertura de serviços de saúde; Sistemas de Custos em Instituições de Saúde

Como Citar

Marcolino, M. A. Z., Rodriguez, J. P. M., de Morais, L. Q., Vuolo, D., Roveri, R. C. D., Sing, A. M. K., Neto, A. O., & Belli, K. C. (2026). PE-036 Influência do Modelo Institucional na Combinação de Fontes Pagadoras Hospitalares: Implicações para Acesso ao Mercado e Farmacoeconomia no Brasil. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00532

Resumo

Introdução (com objetivo): A dinâmica de acesso à saúde no Brasil ocorre em instituições de saúde com diversificadas fontes de financiamento, público, privado ou misto [1]. Compreender o perfil do pagador em cada cenário é essencial para desenhar estratégias de acesso mais assertivas. O objetivo foi demonstrar como a natureza administrativa do prestador de serviço (privado ou misto) influencia a composição da carteira de fontes pagadoras. A análise visou quantificar a variabilidade de diferentes fontes pagadoras em cada modelo institucional, explorando o posicionamento das fontes pagadoras da saúde suplementar em diferentes modelos institucionais. Material e Método: Levantamento exploratório utilizando a base de dados de mundo real processada pela Plataforma Smart Health Connect (SHC) da iHealth. Foram selecionados os registros da base para os quais a fonte pagadora detalhada estava disponível, em hospitais “privados” (N=9) e “mistos” (N=8), localizadas em 6 estados brasileiros, 13 cidades, incluindo atendimentos registrados até fevereiro de 2026. Analisou-se a distribuição percentual das fontes pagadoras por atendimento, classificando as fontes da saúde suplementar de acordo com a modalidade organizacional da ANS. Empresas e outras fontes pagadoras sem registro identificado na ANS foram classificadas como “Outras” e o Sistema Único de Saúde, Prefeituras e outras autarquias governamentais foram agregadas na categoria “Público/Governamental”, além dos pagamentos particulares. Resultados: A partir das 17 instituições selecionadas, 971.815 pacientes com 4.620.499 registros de atendimento (81% em instituições mistas) foram classificados de acordo com a fonte pagadora. Em hospitais mistos, a maioria dos atendimentos foram realizados com financiamento Público/Governamental (78%), seguidos por Cooperativas Médicas (8%) e Medicina de Grupo (5%). Para hospitais privados, a maior parte dos atendimentos foram de Cooperativas Médicas (48%), seguido por Público/Governamental (25%) e Seguradoras Especializadas (10%). Atendimentos particulares compuseram aproximadamente 5% em instituições privadas e 2% em instituições mistas. Conclusões: A natureza administrativa dos hospitais influencia diretamente a combinação de fontes pagadoras, evidenciando padrões distintos de financiamento e acesso. Instituições mistas apresentam predominância de financiamento público, enquanto instituições privadas concentram maior participação da saúde suplementar. Para a indústria farmacêutica e a farmacoeconomia, esses achados reforçam a necessidade de estratégias segmentadas de acesso e precificação. O uso de dados de mundo real permite compreender variações institucionais e regionais, apoiando decisões mais precisas e otimizando a alocação de recursos.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00532
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