PE-088 Filosofia de Prática em Atenção Farmacêutica e Farmácia Clínica: Expectativa X Realidade

Palavras-chave

Atenção Farmacêutica;
Epistemologia;
Ética Farmacêutica;
Prática Clínica.

Como Citar

Santos, H. A., Ribeiro, D. J., Pereira, F. R. da S., Noblat, G. S., & Kister, L. T. (2026). PE-088 Filosofia de Prática em Atenção Farmacêutica e Farmácia Clínica: Expectativa X Realidade. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00578

Resumo

Introdução (com o objetivo): Introdução: A Atenção Farmacêutica (AF) enfrenta no Brasil uma "penumbra paradigmática": um cenário de heterogeneidade conceitual onde a prática clínica coexiste de forma híbrida e subordinada ao modelo logístico tradicional (Penaforte e Castro, 2021). A principal lacuna de qualidade identificada é a ausência de uma discussão filosófica aprofundada que sustente a responsabilidade moral do farmacêutico pelos desfechos terapêuticos, tornando a prática clínica fragmentada e desprovida de um ethos claro (Hepler, 1996).  Objetivos: Propor e fundamentar um modelo de prática baseado em quatro eixos ético-filosóficos destinados a preencher o hiato entre a teoria normativa e a rotina assistencial. Descrição: Métodos: Estudo de natureza teórico-conceitual e qualitativa, estruturado como um Relato de Inovação em Gestão da Prática. A "intervenção" consistiu na síntese dialética da literatura clássica (Hepler e Strand) e contemporânea (Oliveira, Silva et al.) para a construção de uma matriz de orientação profissional organizada em quatro eixos estratégicos: Formação Ética, Debate Epistemológico, Reorganização Estrutural e Reconhecimento da Subjetividade.  Resultados: A análise identificou que a frustração profissional decorre da ausência de uma "identidade cuidadora" sólida frente às rotinas administrativas (Pereira e Nascimento, 2011). Como resultado da inovação teórica, estabeleceu-se um arcabouço que redireciona o foco do medicamento para a "construção da realidade" clínica (Oliveira, 2009). O modelo proposto define que a competência técnica é insuficiente sem o compromisso moral de beneficência e justiça (Buerki e Vottero, 2003), oferecendo um guia para que o farmacêutico atue em sistemas complexos sem perder a essência do cuidado fenomenológico. Conclusão:: A necessidade de uma discussão filosófica não é apenas um exercício acadêmico, mas um pré-requisito para a legitimidade política e clínica da profissão. O marco epistemológico proposto serve como base para futuras implementações, garantindo que a reorganização dos serviços não seja apenas física ou burocrática, mas fundamentada em uma ética profissional que transforme a Atenção Farmacêutica em uma realidade transformadora para o sistema de saúde.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00578
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