PE-36 "Boa Noite Cinderela”: uma abordagem experimental em toxicologia para adolescentes

Keywords

Drogas; Golpe; Álcool; Testes Colorimétricos

How to Cite

dos Santos, A. B. V., Amorim, G. dos S., Brum, J. A. L., Scarabeli, M. V. G., & Tonoli, M. L. da S. (2026). PE-36 "Boa Noite Cinderela”: uma abordagem experimental em toxicologia para adolescentes. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00637

Abstract

Introdução: O uso de substâncias psicoativas com o intuito de entorpecer indivíduos para a execução de crimes caracteriza o que a literatura classifica como Drogas Facilitadoras de Crime (DFCs). No cotidiano brasileiro, essa prática ganhou o nome popular de golpe do "Boa Noite, Cinderela". Nesse contexto, testes colorimétricos, como o teste do reagente de Marquis, que se baseiam na detecção de mudanças de cor, podem detectar a presença de DFCs, contribuindo para a prevenção e investigação desse tipo de crime. Diante desse cenário, este projeto de extensão ganha relevância ao ser aplicado com o intuito de conscientizar adolescentes e abordar temas da toxicologia, visto que a adolescência é uma fase naturalmente marcada por comportamentos de risco, pelo desejo de experimentar o novo e desafiar situações de perigo. Por consequência, torna-se fundamental implementar práticas educativas em saúde que estimulem o desenvolvimento de uma consciência crítica nos adolescentes e jovens, a fim de crimes como esse sejam cada vez mais extintos na sociedade. Material e Método: O projeto desenvolvido teve como público alvo 25 estudantes do 2º ano do ensino médio do Colégio Estadual do Espírito Santo, nas dependências laboratoriais do Centro Universitário Salesiano, durante o primeiro semestre de 2026. As ações foram realizadas no meses de abril e maio. Inicialmente, realizou-se um diagnóstico situacional, identificando o conhecimento limitado dos adolescentes acerca das DFCs e da toxicologia forense. Nesse contexto, o impacto foi avaliado por meio da comparação entre os resultados obtidos no pré-teste e no pós-teste, considerando o desempenho dos estudantes e aspectos qualitativos relacionados ao engajamento e à participação nas atividades.​ Resultados: Os dados do pré-teste demonstrou que os participantes possuíam conhecimento prévio acerca do motivo do uso de drogas facilitadoras de crime (DFCs), seus efeitos, da interação com o álcool, das formas de prevenção, dos métodos de detecção e a da importância da toxicologia na identificação dessas substâncias. Entretanto, foi constado uma discrepância acentuada no conhecimento do público em relação ao principal alvo desses crimes, ao funcionamento do teste de Iodo e às drogas mais frequentemente utilizadas por criminosos na execução dessas práticas.​ Discussão : Porém, após a intervenção, o pós-teste revelou uma evolução  dos alunos acerca das questões sobre o assunto, uma vez que com 68% passaram a identificar as principais drogas utilizadas no golpe Boa Noite Cinderela 56% reconheceram a maior vulnerabilidade das mulheres jovens nesse crime, como afirmado por Marcolino (2023). Além disso, 100% do público compreendeu que os testes colorimétricos servem como uma forma de triagem preliminar, em conformidade com Câmpara, Alves e Costa (2018), com 76% desses participantes sabendo explicar a parte que envolve a reação entre o regente de Lugol e o complexo amido-iodo e 32% assimilaram a química do reagente de Marquis. Conclusão: Em suma, pode-se afirmar que o projeto de extensão atingiu suas metas, provando que a união entre teoria e prática gera uma aprendizagem verdadeiramente significativa. Porém, o estudo possui algumas limitações, como o número restrito de participantes e o foco em apenas uma escola parceira. Com isso,  é recomendável que futuras pesquisas ampliem o número de instituições e faixas-etárias trabalhadas. Portanto, a experiência foi capaz de unir a universidade e a comunidade em prol da cidadania e da proteção da saúde pública,

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00637
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