PE-075 Viabilidade econômica da incorporação de semaglutida e liraglutida no SUS-MG: análise de impacto orçamentário em cenários de difusão

Keywords

Obesidade;
Impacto Orçamentário;
Avaliação econômica;
SUS.

How to Cite

Barbosa , L. C. O., & Lyra, S. N. M. N. (2026). PE-075 Viabilidade econômica da incorporação de semaglutida e liraglutida no SUS-MG: análise de impacto orçamentário em cenários de difusão. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00566

Abstract

Introdução (com objetivo): A obesidade apresenta elevada prevalência e impacto crescente sobre os custos do SUS, sendo responsável por importante carga de morbimortalidade. A incorporação de terapias farmacológicas eficazes, porém de alto custo, exige avaliação econômica detalhada para subsidiar decisões de financiamento. O objetivo do trabalho foi estimar o impacto orçamentário da incorporação da semaglutida e da liraglutida para o tratamento da obesidade grau II e III no SUS-MG. Material e Método: Análise de impacto orçamentário com horizonte de 5 anos, sob perspectiva do SUS. A população elegível foi estimada com base em dados do IBGE, SISVAN e ANS, considerando indivíduos adultos com obesidade grau II e III usuários do SUS. Foram modelados cenários de difusão (lenta, base e rápida) e cenários de uso contínuo versus limitado a dois anos. Resultados: A população elegível estimada ultrapassa 1,3 milhão de indivíduos, representando elevado risco orçamentário. No cenário base, a adoção progressiva pode atingir até 50% dos elegíveis. O impacto financeiro é substancial em todos os cenários, sendo significativamente maior no uso contínuo devido ao caráter crônico da doença e ao alto custo unitário das tecnologias. A limitação do tempo de tratamento para até dois anos reduz expressivamente o custo acumulado e melhora a previsibilidade orçamentária. Diferenças de custo entre semaglutida e liraglutida e variações na velocidade de difusão influenciam diretamente a magnitude do impacto. Conclusões: A incorporação de agonistas do GLP-1 no SUS apresenta impacto orçamentário elevado e potencialmente insustentável em cenários de ampla difusão. A adoção de critérios restritivos, limitação temporal do tratamento e implementação gradual são estratégias fundamentais para viabilizar o acesso, equilibrando benefícios clínicos e a sustentabilidade financeira.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00566
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