PE-077 Inteligência Farmacoeconômica e Gestão de Rentabilidade: Modelo Estratégico para Sustentabilidade em Instituição Privada de Oncologia

Keywords

Farmacoeconomia;
Automação;
Inteligência Farmacêutica;
Sustentabilidade;
Modelo de Valor.

How to Cite

Antal , J., Deodato, E. L., da Silva, K. R., Rodrigues, M. C. N., & da Silva, J. R. (2026). PE-077 Inteligência Farmacoeconômica e Gestão de Rentabilidade: Modelo Estratégico para Sustentabilidade em Instituição Privada de Oncologia. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00568

Abstract

Introdução (com objetivo): A crescente incorporação de antineoplásicos e biossimilares exige modelos de gestão que transcendam a análise clínica, focando na sustentabilidade financeira. A integração entre inteligência farmacêutica e farmacoeconomia é vital para equilibrar o acesso à inovação com a viabilidade econômica de operadoras e prestadores. Objetivos: Descrever um modelo estratégico apoiado em ferramenta própria para análise de rentabilidade e sustentabilidade, visando a otimização de custos e margens operacionais em uma rede oncológica. Material e Método: O modelo estruturado baseou-se na atuação do núcleo farmacêutico corporativo (NIFATS) e no desenvolvimento de uma ferramenta analítica proprietária. O fluxo metodológico da ferramenta contempla:  Visão de Custos: Integração do custo real de aquisição de medicamentos, insumos, impostos, custos assistenciais e glosas (custos variáveis).  Engenharia Tributária: Cálculo automatizado das variações de ICMS por estado e regime de compra.  Modelagem Comercial: Confronto de dados com os acordos comerciais vigentes (operadoras de saúde), permitindo a projeção da margem líquida por protocolo. Resultados: O NIFATS, composto por cinco especialistas, provê suporte a 42 unidades, ambulatoriais e hospitalares, com atendimento em oncologia. A ferramenta automatizada permite que, em minutos, sejam gerados pareceres que cruzam a expertise clínica com parâmetros de margem e rentabilidade.  Desde sua implantação, janeiro de 2024 até o final de abril de 2026, foram realizados 2010 pareceres (média de 100/mês).  56% das avaliações foram favoráveis à incorporação, fundamentadas não apenas na eficácia, mas na análise de impacto econômico e na aderência às negociações comerciais locais, garantindo que a margem do protocolo suporte a operação.  A automação eliminou gargalos no cálculo de impostos e precificação junto às operadoras, conferindo agilidade à tomada de decisão. Conclusões: A utilização de uma ferramenta própria, capaz de integrar custos de medicamentos, variáveis tributárias (ICMS) e acordos comerciais, demonstrou ser uma estratégia eficaz para a manutenção da sustentabilidade. O modelo garante que a incorporação tecnológica seja acompanhada de rentabilidade institucional, transformando o núcleo farmacêutico em uma unidade estratégica de geração de valor na oncologia suplementar.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00568
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