Abstract
Introdução (com objetivo): A Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica não transmissível, que se destaca como uma condição crônica de alta prevalência global e de grande relevância na Saúde Pública. Para alcance do sucesso terapêutico, a adesão ao tratamento farmacológico é determinante para garantir o controle adequado da glicemia e minimização dos riscos de complicações (1). Em estudo realizado sobre a construção e validação de ferramenta educativa sobre insulinoterapia para adultos com diabetes mellitus, nota-se que a construção de ferramentas educativas direcionadas ao autocuidado, contribui para melhora da percepção individual sobre saúde e, consequentemente, os cuidados necessários a ela relacionados (2). Nesse contexto, além do papel essencial da Assistência Farmacêutica (AF), no que tange à gestão do Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF), para disponibilização dos medicamentos e insumos, o profissional farmacêutico tem um papel fundamental no tratamento da DM, por sua atuação técnica-assistencial e na orientação aos usuários, visando à promoção do uso racional de medicamentos, em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Medicamentos (PNM) (3). Este estudo busca identificar os desafios da implementação de insulina NPH e regular, na apresentação carpule associada à caneta reutilizável, no tratamento de pacientes insulinodependentes, na perspectiva dos municípios, no âmbito do estado. Material e Método: Foi realizado um estudo observacional descritivo, em agosto de 2025 na Secretaria de Estado de Saúde, a partir de atividade educacional com profissionais farmacêuticos atuantes na atenção básica no estado, promovida por entes estadual, federal e indústria farmacêutica produtora. A atividade teve como foco o treinamento teórico e prático para a implementação da caneta reutilizável de insulina, visando o atendimento de pacientes com diabete mellitus tipo 1 e 2. Resultados: Compareceram 117 pessoas, indicando 35% do total da gestão municipal do estado. Durante o treinamento foram discutidos os principais desafios enfrentados pela gestão municipal, na perspectiva dos profissionais atuantes na assistência ao paciente insulinodependente, permitindo o reconhecimento de aspectos sobre o uso racional de medicamentos. Entre as situações relatadas destacam-se: o desconhecimento ou resistência do paciente em proceder com a troca da agulha a cada administração realizada, dúvidas sobre a temperatura ideal para armazenamento em geladeira, o manuseio inadequado da caneta reutilizável como encaixe do carpule, regulação da dose, ocorrendo assim avarias e inutilização do material. Conclusões: A adesão de pacientes tem-se mostrado desafiador, especialmente, para pacientes idosos, pela resistência à adaptação relacionada ao manuseio da caneta reutilizável. A introdução da insulina, na apresentação refil, associada à caneta reutilizável exige a qualificação dos profissionais para compreensão de técnicas práticas e informativas, a fim de promover a atenção farmacêutica qualificada. A peculiaridade da nova tecnologia indica também a necessidade de fortalecimento de estratégias educativas contínuas, na gestão municipal, de modo a disseminar o uso racional do medicamento para o tratamento da Diabetes Mellitus.

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Juliana Patrícia Oliveira de Faria Mota, Natália Carvalho de Lima, Marina Moraes, Samira Santos El-Adji

