PE - 087 Benchmarks Internacionais e Desenvolvimento De Biomedicamentos No Brasil: Uma Revisão Sistemática e Perspectivas Para um Modelo Nacional

Palavras-chave

Biomedicamentos; Regulação Farmacêutica; Benchmarks Internacionais; Avaliação de Custo-Efetividade

Como Citar

Ryuler Lisboa da Silva, R., Alves Vieira, A., & Machado do Carmo Júnior, N. (2026). PE - 087 Benchmarks Internacionais e Desenvolvimento De Biomedicamentos No Brasil: Uma Revisão Sistemática e Perspectivas Para um Modelo Nacional. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00371

Resumo

Introdução: A definição de benchmarks é essencial para garantir qualidade, eficácia e segurança, alinhando-se a padrões internacionais. A criação de um modelo nacional de referência pode fortalecer a competitividade da indústria farmacêutica brasileira e assegurar terapias seguras e eficazes. Objetivo: Analisar os benchmarks internacionais aplicáveis aos biomedicamentos comercializados no Brasil, incluindo biofármacos inovadores, biossimilares e biobetters e propor um modelo nacional alinhado às melhores práticas globais. Métodos: Revisão sistemática sobre os benchmarks internacionais aplicáveis aos biomedicamentos comercializados no Brasil. A análise seguiu as diretrizes PRISMA, incluindo bases como PubMed e Scopus. Foram também consultadas de forma complementar, o Lilacs e Google Scholar, além de dados oficiais do governo brasileiro. Os DOI dos artigos triados foram processados no software VOSviewer para a confecção de mapas de redes que exploram citações entre países, documentos, autores e conceitos de alta ocorrência. A avaliação do risco de viés seguiu as diretrizes do JBI Evidence-Based Practice Database para Revisões Sistemáticas e Avaliações Econômicas. Resultados: Foram incluídos 88 artigos. A análise revelou tendências no uso de biomedicamentos, com destaque para a crescente adoção de biossimilares em doenças crônicas e câncer, ampliando o acesso, reduzindo custos e gerando economias para os sistemas de saúde. Apesar dos benefícios econômicos e terapêuticos, a adoção de biossimilares enfrenta barreiras como resistência de médicos e pacientes, lacunas regulatórias e desafios logísticos. Estudos apontam necessidade de avaliações de longo prazo, políticas de incentivo, programas educativos e sistemas eficazes de farmacovigilância. Países líderes, como Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Brasil, concentram as pesquisas, destacando regulação, segurança e mercado. No Brasil, há dependência de insumos importados, baixa produção local e um modelo regulatório que, embora previsível, limita a competitividade. A maioria dos biomedicamentos é importada, elevando custos públicos, principalmente oncológicos. A introdução de biossimilares no SUS tem reduzido custos, mas ainda requer atualização normativa, critérios econômicos robustos e fortalecimento da produção nacional para diminuir a dependência externa. Investimentos em PDPs e biotecnologia são estratégicos para ampliar acesso e inovação. A infraestrutura de cadeia fria, capacitação profissional e campanhas educativas são cruciais para superar desafios logísticos e hesitação clínica. A experiência internacional mostra que a harmonização regulatória, incentivos fiscais e sistemas escalonados de precificação aumentam o acesso e estimulam a concorrência. Propõe-se um modelo nacional de benchmark baseado em intercambialidade regulamentada, precificação progressiva e análises econômicas estruturadas para garantir previsibilidade, redução de custos e competitividade, fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e promovendo sustentabilidade no setor. Conclusões: A estruturação de um modelo adaptado ao Brasil pode otimizar a incorporação de biomedicamentos, reduzindo custos e ampliando o acesso a terapias biológicas, além de impulsionar a produção nacional.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00371
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Roger Ryuler Lisboa da Silva, Aline Alves Vieira, Nelson Machado do Carmo Júnior