Abstract
Introdução: A primeira descrição do uso da Cannabis sativa para fins terapêuticos foi feita pelo professor Raphael Mechoulam. A planta, também pode ser reconhecida com o nome de maconha, sendo utilizada para diversos fins, como: religiosos, alimentícios e até terapêuticos. No último século, estudos têm sido realizados concomitantemente a intervenções clínicas a fim de avaliar a eficácia e segurança no uso medicinal para casos de pacientes que apresentam histórico de esclerose múltipla (EM) com episódios de epilepsia refratária. A EM afeta atualmente 2 a 2,5 milhões de pessoas a um nível mundial entre o sexo feminino e masculino. No entanto, mesmo esta doença afetando uma grande proporção de pessoas em seu percentil, ainda existem escassos estudos sobre esta temática nesta população com necessidades específicas para a melhora da qualidade de vida e sobrevida dos indivíduos acometidos. Objetivo: Analisar a importância do uso medicinal terapêutico da Cannabis sativa na atenuação de episódios epiléticos refratários em pacientes com esclerose múltipla por meio de uma revisão narrativa de literatura. Métodos: A seleção dos artigos deu-se por meio das plataformas ScIELO (ScientificElectronic library online) e MEDLINE (Literatura Internacional em Ciências da Saúde), nos idiomas português, e inglês, abrangendo artigos publicados entre os anos de 2019 e 2023. Por meio das palavras-chaves: “Multiple sclerosis”, “Epilepsy”, “Cannabis sativa”. Conforme consulta realizada DeCS/MeSH – Descritores em Ciências da Saúde. Além disso, foram utilizados como critérios de inclusão estudos que associavam a patologia da esclerose múltipla e a Cannabis sativa, além de pesquisas sobre o uso da maconha de forma medicinal para tratamento alternativo de pacientes com epilepsia refratária. Por sua vez, foram excluídos estudos que não se correlacionaram com o tema, fora do período mencionado e ainda, estudos de literatura cinzenta. Resultados e Discussão: É Importante salientar que existem 3 tipos de canabinoides sendo eles: fitocanabinoides ou canabinoides exógenos que são os derivados da Cannabis, como por exemplo o CBD(Canabidiol) e o THC (Tetrahidrocanabinol), os canabinoides endógenos ou endocanabinoides. Assim, os efeitos terapêuticos acontecem principalmente do Delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) e do canabidiol. Desse modo, ele apresenta efeitos anticonvulsivantes, anti-inflamatórios, analgésicos, ansiolíticos, antipsicóticos e antitumorais, já evidenciando potencial clínico para a melhora de patologias neurológicas como a EM e epilepsia refratária. Dessa maneira, é perceptível a melhora dos pacientes usuários de Cannabis assim, os indivíduos apresentam melhoras funcionais como, bexiga prejudicada, espasmos musculares, mas por outro lado, estudos como o de (1), revelam que os efeitos adversos foram exacerbados no tratamento ativo, principalmente na primeira semana podendo os pacientes relatarem intoxicação com o uso de THC, mas ainda assim, as pessoas usuárias demonstram boa tolerância à droga. Considerações Finais: Assim sendo, percebe-se que o uso da Cannabis como fonte medicinal é cada vez mais ascendente na Medicina Baseada em Evidências (MBE) no entanto, é necessário maiores esforços da comunidade científica para que lacunas como, doses ideais, efeitos a longo prazo e mecanismos de ação, sejam mais bem avaliados.

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