PE-38 Análise do potencial antielastásico in vitro e in silico, e toxicidade de polifenóis do café

Palavras-chave

Ácido cafeico; Ácido clorogênico; Docking molecular; Bioatividade; Ensaios de triagem

Como Citar

de Oliveira, M. J. S., Araújo, A. L., Batista, J. S. J. L., Velloso, M. H. R., Pessoa, F. V. L. S., & Gonçalves, P. R. (2026). PE-38 Análise do potencial antielastásico in vitro e in silico, e toxicidade de polifenóis do café. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00639

Resumo

Introdução: Dentre os metabólitos secundários com potencial bioativo encontrados no café destacam-se os ácidos cafeico (AC) e clorogênico (ACL). Objetivos: Apresentar um estudo do potencial anti-inflamatório destes compostos pela inibição in vitro da desnaturação proteica (DP) e da atividade elastásica (AE), analisada também in sílico, e demonstrar a toxicidade pelo teste de hemólise e letalidade em Artemia salina. Material e Método: O potencial anti-inflamatório in vitro foi avaliado em microplaca, pelos ensaios: 1) inibição da DP em ovoalbumina in natura em tampão fosfato, a 70 ºC, com detecção a 660nm, empregando Diclofenaco de sódio (DFS) como controle positivo (CP). 2) Inibição da elastase pancreática suína, em Tris-HCl, realizada incubando-se os compostos com a enzima, seguida pela adição do substrato cromogênico succinil-Ala-Ala-Ala-p-nitroanilida (Suc-Ala₃-pNA) e leitura a 410 nm. A epigalocatequina galato (EGCG) foi utilizada como controle positivo, o controle negativo consistiu em meio sem inibidor. 3) Docking molecular foi realizado no AutoDock Vina, com a estrutura da elastase 1QNJ removendo as moléculas de água e componentes não proteicos, mantendo a proteína rígida e os ligantes flexíveis. 4) Teste de estabilização da membrana dos eritrócitos avaliou toxicidade, utilizando sangue de carneiro desfibrinado. Colocoram-se as amostras em contato com o pool de hemácias, sob incubação, posteriormente centrifugados. Alíquotas dos sobrenadantes foram colocadas em microplacas para leitura a 540nm. 5) Ensaio de letalidade em Artemia salina: após a eclosão dos cistos, tratou-se náuplios em placas de 24 poços (dez artêmias/poço, por 24h), com solução salina (controle negativo), solução de K2Cr2O7 (CP) e amostras. Posteriormente, quantificou os organismos vivos e mortos. Resultados: AC inibiu a DP a 200 g/mL semelhante ao DFS, a 250 g/mL (24 %), enquanto o ACL não apresentou resultados significativos. Os polifenóis não demonstraram potencial anti-elastásico expressivo, entretanto ACL apresentou aumento sugestivo da inibição da enzima nas doses de 100 e 200 g/mL (5 e 13%, respectivamente). No docking molecular os escores de afinidade foram −7,50, −7,30 e −5,20 kcal mol⁻¹ para o EGCG, ACL e AC, respectivamente. Não induziram hemólise e letalidade nos organismos. Discussão: O ácido cafeico apresentou potencial anti-inflamatório por inibir a desnaturação proteica. O ácido clorogênico demonstrou afinidade pela elastase em análises in silico, apesar da baixa inibição in vitro. A ausência de hemólise e letalidade sugere segurança dos compostos. Conclusão: AC e ACL apresentaram, respectivamente, capacidade de inibir a desnaturação da ovoalbumina e atividade anti-elastásica, reforçando sua capacidade bioativa. Os dados gerados são preliminares e investigações adicionais são necessárias.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00639
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