PE-39 Prevalência de polifarmácia e de vulnerabilidade clínico-funcional em idosos atendidos em um Ambulatório de Especialidades do Sistema Único de Saúde no Espírito Santo

Palavras-chave

Farmácia Clínica; Polifarmácia; Cuidados Farmacêutico; Envelhecimento; Uso Racional de Medicamentos

Como Citar

Rodrigues, Y. dos S., Favero, M. V., & Luz, A. A. D. de C. (2026). PE-39 Prevalência de polifarmácia e de vulnerabilidade clínico-funcional em idosos atendidos em um Ambulatório de Especialidades do Sistema Único de Saúde no Espírito Santo. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00640

Resumo

Introdução: O envelhecimento populacional está associado ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), da polifarmácia e do risco de vulnerabilidade clínico-funcional, cuja identificação precoce é fundamental para o planejamento de estratégias de cuidado integral. Avaliar a prevalência de polifarmácia e de vulnerabilidade clínico-funcional em idosos atendidos em um ambulatório de especialidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Material e Método: Trata-se de um estudo transversal realizado entre outubro de 2025 e abril de 2026. Foram incluídas pessoas idosas com 60 anos ou mais encaminhadas para atendimento geriátrico no Ambulatório de Especialidades do SUS localizado no norte do Espírito Santo. Antes da consulta médica geriátrica, o paciente foi encaminhado à triagem inicial e aplicação do instrumento Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20). Após a consulta médica, os participantes foram encaminhados ao atendimento farmacêutico para coleta de informações clínicas, sociodemográficas e relacionadas ao uso de medicamentos, e foram documentadas em formulário adaptado do Método Dáder. Os dados foram organizados em planilha eletrônica e analisados por meio de estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética (Parecer n. 6.071.609). Resultados: Foram avaliados 40 idosos com idade média de 78 anos, sendo a maioria do sexo feminino (73%), viúvos (48%) e 85% tinham baixa escolaridade ou eram analfabetos. A maior parte residia com familiares (75%) e 45% apresentavam limitações funcionais com predomínio de prejuízos na locomoção. As DCNT mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (93%), diabetes mellitus (35%) e dislipidemia (33%). Pelo IVCF-20, 68% dos idosos foram classificados como frágeis e 30% em risco de fragilidade. Os pacientes utilizavam, em média, 6 medicamentos, com polifarmácia em 67% dos participantes. Problemas relacionados a medicamentos (PRM) foram identificados em 33% dos idosos, sendo o erro de administração e a não adesão os mais frequentes. Discussão : As alterações decorrentes do envelhecimento predispõem à ocorrência de DCNT, fragilidade e polifarmácia. A presença de PRM é preocupante, pois pode favorecer cascata iatrogênica, reforçando a necessidade de avaliação multidimensional e atuação interprofissional no cuidado à pessoa idosa. Conclusão: A maior parte dos participantes era do sexo feminino, apresentava baixa escolaridade e residia com familiares. Observou-se elevada carga de condições crônicas, polifarmácia e vulnerabilidade clínico-funcional entre os idosos. Assim, o farmacêutico deve desenvolver estratégias de rastreamento de fragilidade e resolução de PRM, contribuindo para a prevenção de desfechos negativos e qualificação da assistência à pessoa idosa.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00640
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Yasmim dos Santos Rodrigues, Maria Vitória Favero, Ana Alice Dias de Castro Luz