PE-53 Aplicação do design thinking nas atividades práticas supervisionadas (APS) para o desenvolvimento de cosméticos: relato de experiência

Palavras-chave

Educação em Farmácia; Cosméticos; Inovação Tecnológica

Como Citar

Martins, F. L. P., Calian, O. A., Pomer-Escher, A. V., & Martinez Manfio, V. (2026). PE-53 Aplicação do design thinking nas atividades práticas supervisionadas (APS) para o desenvolvimento de cosméticos: relato de experiência. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00654

Resumo

Introdução: O ensino em Farmácia demanda estratégias que promovam a integração entre teoria e prática, favorecendo uma formação crítica, interdisciplinar e contextualizada dos estudantes. Entre essas estratégias, o Design Thinking destaca-se por estimular a criatividade, a resolução de problemas e o desenvolvimento colaborativo de soluções centradas nas necessidades dos usuários. Nesse contexto, este relato de experiência teve como objetivo aplicar o Design Thinking como metodologia ativa na disciplina de Atividades Práticas Supervisionadas (APS), integrando conhecimentos de Cosmetologia, Controle de Qualidade e Legislação Sanitária no desenvolvimento de protótipos cosméticos. Material e Método: Os estudantes foram organizados em quatro equipes temáticas, simulando equipes de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de uma indústria cosmética. Cada equipe recebeu o desafio de desenvolver um produto destinado a um público-alvo específico: adolescentes com acne, mulheres 30+ com celulite e gordura localizada, esportistas e mulheres 45+ interessadas em cuidados antienvelhecimento. A atividade seguiu as etapas do Design Thinking. Na etapa de empatia, as equipes identificaram as necessidades do público-alvo, orientando decisões sobre seleção de ativos, veículo, da embalagem e posicionamento mercadológico. Em seguida, desenvolveram as etapas de definição, ideação, prototipação e teste. O projeto ocorreu em cinco encontros de três horas, sendo três destinados ao desenvolvimento dos protótipos e dois às apresentações parciais e final. Os protótipos foram apresentados em formato de banner e avaliados por docentes convidados quanto à viabilidade técnica e ao potencial mercadológico. Resultados: A aplicação do Design Thinking no desenvolvimento de protótipos cosméticos promoveu o aprimoramento do raciocínio técnico, regulatório e mercadológico dos estudantes. A etapa de empatia orientou as etapas de definição, ideação, prototipação e teste, orientando a seleção dos ativos, do veículo, da técnica de preparo, da embalagem, da rotulagem e do posicionamento mercadológico. Os estudantes compreenderam que o desenvolvimento de cosméticos extrapola a escolha de ingredientes, exigindo decisões fundamentadas na legislação vigente quanto à classificação dos produtos, ingredientes permitidos e requisitos de segurança e eficácia. Discussão : As limitações da etapa de testes foram contornadas com ferramentas de Inteligência Artificial para simulação dos resultados esperados. Na apresentação final, os grupos defenderam tecnicamente seus protótipos, evidenciando a integração entre ciência, tecnologia, regulamentação e mercado, aproximando os estudantes da atuação farmacêutica em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos. Conclusão: Diante do crescimento do mercado cosmético e da necessidade de formar profissionais aptos a atuar nesse setor, o Design Thinking mostrou-se uma metodologia capaz de integrar conteúdos técnico-científicos, regulatórios e mercadológicos, aproximando os estudantes da realidade da pesquisa, desenvolvimento e inovação em cosméticos.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00654
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Copyright (c) 2026 Fernanda Leite Pereira Martins, Odilon Azevedo Calian, Alexandre Vanessa Pomer-Escher, Vanessa Martinez Manfio