PE-29 Fragilidade, condições clínicas e polifarmácia em octogenários atendidos em um Ambulatório de Geriatria no Espírito Santo

Palavras-chave

Fragilidade;
Envelhecimento;
Polifarmácia;
Uso Racional de Medicamentos.

Como Citar

Favero, M. V., Rodrigues, Y. dos S., & Luz, A. A. D. de C. (2026). PE-29 Fragilidade, condições clínicas e polifarmácia em octogenários atendidos em um Ambulatório de Geriatria no Espírito Santo. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00630

Resumo

Introdução: O envelhecimento populacional tem aumentado o número de octogenários, grupo que apresenta elevada prevalência de comorbidades e polifarmácia. Conhecer suas condições clínicas, farmacoterapêuticas e funcionais é fundamental para subsidiar estratégias de cuidado integral. Objetivou-se avaliar o perfil sociodemográfico, clínico, farmacoterapêutico e de vulnerabilidade clínico-funcional de idosos octogenários atendidos em um ambulatório especializado do Espírito Santo. Material e Método: Trata-se de um estudo transversal, abordagem quantitativa, realizado entre outubro de 2025 a abril de 2026. Foram incluídas pessoas idosas com 80 anos ou mais atendidas em um Ambulatório de Especialidades do Sistema Único de Saúde (SUS) localizado no norte do Espírito Santo.  Antes da consulta médica geriátrica, o paciente foi encaminhado à triagem inicial e entrevista para aplicação do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20). Após a consulta médica, os pacientes foram encaminhados para a consulta farmacêutica para coleta de dados sociodemográficos, histórico de saúde e de utilização de medicamentos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética, de acordo com o parecer n. 6.071.609. Resultados: Foram avaliados 18 octogenários com média de idade de 87 anos, sendo a maioria do sexo feminino (83%), viúvos (56%) e com baixa escolaridade/analfabetos (78%). A maior parte dos octogenários residiam com familiares (83%) e necessitavam de cuidadores (50%). A hipertensão arterial sistêmica foi a comorbidade mais prevalente (83%), seguida de diabetes mellitus (56%) e dislipidemia (33%). A maioria apresentou autopercepção regular da saúde (78%) e 83% foram classificados como frágeis pelo IVCF-20, enquanto 17% apresentaram risco de fragilidade. Para o tratamento das condições crônicas, foram utilizados, em média, 5,7 medicamentos e a polifarmácia foi observada em 73% dos participantes. Problemas relacionados a medicamentos (PRM) foram identificados em 28% dos octogenários participantes, sendo o erro de administração e não adesão os problemas mais prevalentes. Discussão : A coexistência de fragilidade, comorbidades, polifarmácia e problemas relacionados a medicamentos demonstra a complexidade do cuidado aos octogenários e reforça a necessidade de abordagens interprofissionais centradas na funcionalidade e na segurança do uso de medicamentos. Conclusão: Observou-se elevada frequência de fragilidade entre os octogenários avaliados, associada à elevada carga de condições crônicas e polifarmácia evidenciando a complexidade do cuidado nessa população. Esses resultados reforçam a importância da avaliação multidimensional e do acompanhamento interprofissional para o planejamento de estratégias assistenciais alinhadas às necessidades de idosos longevos.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00630
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Maria Vitória Favero, Yasmim dos Santos Rodrigues, Ana Alice Dias de Castro Luz