PE-26 Indicadores prognósticos em carcinoma de células escamosas de orofaringe: subsídios ao direcionamento farmacoterapêutico

Palavras-chave

Análise de Sobrevida;
Neoplasias Orofaríngeas;
Prognóstico.

Como Citar

da Silva, A. B. C., Costalonga, M. L. R., de Araújo, J. F., Souza, V. L. C., Andrade, G. A., do Valle, I. B., & Zeidler, S. V. von. (2026). PE-26 Indicadores prognósticos em carcinoma de células escamosas de orofaringe: subsídios ao direcionamento farmacoterapêutico. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00627

Resumo

Introdução: O carcinoma de células escamosas de orofaringe (CCEO), variante histológica predominante das neoplasias malignas dessa região, apresenta incidência anual estimada em 4.850 novos casos no Brasil e 150 no Espírito Santo. Com etiologia classicamente associada ao tabagismo, etilismo e à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), estes tumores apresentam elevadas taxas de morbidade e mortalidade. Para tanto, o entendimento das variáveis clínico-patológicas por parte de uma equipe multidisciplinar, incluindo o farmacêutico, se faz de extrema importância no âmbito hospitalar, uma vez que esse conhecimento possibilita o emprego seguro, racional e preciso dos medicamentos durante o tratamento oncológico, prevenindo possíveis complicações medicamentosas e reações adversas.  O presente estudo teve como objetivo avaliar e correlacionar a sobrevida global (SG) de pacientes com CCEO com as variáveis clínico-patológicas relacionadas à doença. Material e Método: Trata-se de um estudo com abordagem retrospectiva e observacional, registrado sob o parecer nº 7699791 e CAAE nº 89269125.3.0000.5060, onde fez-se o levantamento e análise de dados clínico-patológicos por meio de prontuários eletrônicos hospitalares de 102 pacientes com CCEO atendidos no Hospital Santa Rita de Cássia pela Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (AFECC), Vitória - ES. A SG foi estimada pelo método Kaplan-Meier e comparada segundo as variáveis sexo, idade, tabagismo, etilismo, estadiamento TNM pelo teste log-rank, utilizando o software IBM SPSS Statistics, com nível de significância de 95%. Resultados: A curva de SG evidenciou redução mais acentuada nos primeiros meses após o diagnóstico. As variáveis sexo, idade, tabagismo e etilismo não apresentaram associação significativa com a SG (p > 0,05). Em contrapartida, o estadiamento TNM associou-se significativamente à SG (p = 0,001), apresentando comportamento inversamente proporcional, em que os estádios I e II mantiveram probabilidade de sobrevida superior a 80%, enquanto o estádio IV apresentou sobrevida inferior a 40% antes dos 20 meses de seguimento. Discussão: A curva de SG evidenciou redução mais acentuada nos primeiros meses após o diagnóstico. As variáveis sexo, idade, tabagismo e etilismo não apresentaram associação significativa com a SG (p > 0,05). Em contrapartida, o estadiamento TNM associou-se significativamente à SG (p = 0,001), apresentando comportamento inversamente proporcional, em que os estádios I e II mantiveram probabilidade de sobrevida superior a 80%, enquanto o estádio IV apresentou sobrevida inferior a 40% antes dos 20 meses de seguimento. Conclusão: O estadiamento tumoral mostrou-se o principal fator associado à SG na coorte analisada, sobrepondo-se a variáveis demográficas e fatores de risco clássicos, reafirmando sua influência na extensão da doença durante o prognóstico. Assim, o conhecimento dos fatores prognósticos associados ao CCEO fornece subsídios para a atuação integrada do farmacêutico na equipe multiprofissional, apoiando decisões farmacoterapêuticas compatíveis com o perfil clínico dos pacientes.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00627
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