PE-25 Valorização do mel regional: parâmetros físico-químicos e autenticidade de méis do nordeste capixaba

Palavras-chave

Agroindústria;
Análise de Alimentos;
Qualidade dos Alimentos;
Propriedades Físico-Químicas.

Como Citar

Rizzo, G. G., Marroch, A. B. R., & do Vale-Oliveira, M. (2026). PE-25 Valorização do mel regional: parâmetros físico-químicos e autenticidade de méis do nordeste capixaba. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.5). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00626

Resumo

Introdução: Ao longo do tempo, o mel tornou-se um produto de alto valor econômico e cultural, com diferentes regiões desenvolvendo métodos próprios de produção e consumo, além de uma grande diversidade de tipos de mel baseados na flora local. Com o crescimento do consumo e da valorização comercial do mel, tornou-se necessário estabelecer critérios precisos de identidade, bem como definir requisitos mínimos de qualidade para o produto destinado ao consumo humano direto. Dessa forma, o trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade físico-química de méis silvestres produzidos na microrregião nordeste do Espírito Santo, verificando sua conformidade com os parâmetros estabelecidos pela Instrução Normativa MAPA nº 11/2000. Material e Método: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva, experimental-laboratorial e de delineamento transversal, realizada no Laboratório de Ciência e Tecnologia de Alimentos do Centro Universitário do Norte do Espírito Santo, da Universidade Federal do Espírito Santo. As amostras de mel utilizadas neste estudo foram provenientes da microrregião nordeste do estado do Espírito Santo, coletadas entre os meses de setembro e outubro de 2025. Foram analisadas dez amostras de méis silvestres, sendo seis amostras oriundas de produtores rurais autônomos e quatro amostras provenientes de agroindústrias. A análise estatística foi realizada por meio do teste t de Student, para comparação entre os grupos de produtores autônomos e agroindústrias. Resultados: Os méis de produtores autônomos apresentaram não conformidades: o hidroximetilfurfural (HMF) excedeu o limite de 60 mg/kg em todas as amostras (77,09 a 1505,65 mg/kg), a acidez livre superou 50 mEq/kg na maioria (56,43 a 98,53), uma amostra excedeu 20% de umidade e duas amostras testaram positivo na reação de lugol, indicando possível adulteração. Os méis agroindustriais exibiram qualidade superior, com apenas uma amostra com HMF (83,50 mg/kg) e acidez (59,89 mEq/kg) acima do permitido. O teor de cinzas atendeu à legislação em  ambos os grupos. Discussão: A deterioração e a suspeita de fraude nos produtos autônomos podem ser decorrentes de falhas de manejo e armazenamento, enquanto o controle tecnológico industrial garante maior padronização e segurança. Conclusão: A agroindústria apresentou méis com maior padronização e qualidade, enquanto parte das amostras de produtores autônomos mostrou alterações em HMF e acidez livre, indicando possível degradação ou armazenamento inadequado. Os resultados evidenciam que nem todas as amostras estavam em conformidade com a legislação, reforçando a necessidade de boas práticas apícolas e pós-colheita para garantir a qualidade e a segurança do mel regional.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00626
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