PE-047 Polimorfismos Genéticos e Farmacoterapia no Contexto Da COVID-19: revisão de escopo

Palavras-chave

Pharmacogenetics; Genetic Polymorphism; COVID-19; Drug Therapy

Como Citar

da Conceição, E. C., & da Silva, I. C. R. (2026). PE-047 Polimorfismos Genéticos e Farmacoterapia no Contexto Da COVID-19: revisão de escopo. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e598

Resumo

Introdução (com objetivo): O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão da literatura para analisar como os polimorfismos genéticos influenciam a eficácia e a segurança das terapias antivirais e imunomoduladores no tratamento da COVID-19. Busca-se, com esta análise, sistematizar as evidências científicas que corroboram a importância da individualização farmacoterapêutica baseada no perfil genético do hospedeiro. Material e Método: Revisão de escopo, de caráter exploratório e descritivo, orientada pelo protocolo PRISMA. A busca foi realizada em fevereiro de 2026 nas bases de dados PubMed, SciELO, Cochrane Library e BVS, utilizando os descritores "Pharmacogenetics", "Genetic Polymorphism", "COVID-19" e "Drug Therapy". Foram incluídos artigos originais e revisões publicados entre 2021 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Excluíram-se estudos sobre suscetibilidade à infecção, artigos anteriores a 2021 ou sem acesso ao texto integral. A amostra final consistiu em 8 estudos. Resultados: As evidências demonstram que variantes em enzimas metabolizadoras, como o complexo CYP450 (CYP3A4/5 e CYP2D6), estão associadas a riscos de toxicidade e falha terapêutica em antivirais como o remdesivir. Além disso, polimorfismos no gene TMPRSS2 (rs12329760) e no receptor de interferon (IFNAR2) mostraram-se determinantes na gravidade da doença e na resposta aos corticoides, indicando que portadores de genótipos específicos apresentam pior prognóstico sob protocolos padrão. Conclusões: A variabilidade genética individual modula significativamente os desfechos clínicos na COVID-19. A implementação da farmacogenética na rotina clínica hospitalar é essencial para superar o modelo de prescrição generalista, garantindo uma assistência farmacêutica de precisão que otimize a eficácia terapêutica e minimize eventos adversos evitáveis.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e598
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