Resumo
Introdução (com objetivo): A nefrite lúpica é uma complicação grave do lúpus eritematoso sistêmico, associada a elevada morbidade, risco de progressão para doença renal terminal e alto custo assistencial. O belimumabe, terapia biológica adjuvante, apresenta benefício clínico relevante, porém com impacto financeiro significativo para o SUS. O objetico do trabalho foi estimar o impacto orçamentário da incorporação do belimumabe para tratamento da nefrite lúpica ativa no SUS-MG. Material e Método: Análise de impacto orçamentário sob perspectiva do gestor público, com horizonte de 5 anos (2026–2030). O modelo considerou população elegível estimada por método epidemiológico, taxas de adoção progressiva (20% a 50%), custo anual por paciente e cenários de difusão da tecnologia. Resultados: A população elegível foi estimada em até 264 pacientes, com adoção progressiva até 50% ao longo do período. O custo anual médio por paciente foi de aproximadamente R$ 56.187,42 na apresentação subcutânea. O impacto orçamentário incremental foi estimado em R$ 2,9 milhões no primeiro ano, com aumento progressivo até cerca de R$ 7,4 milhões anuais a partir do quarto ano, totalizando aproximadamente R$ 28,2 milhões em cinco anos. A apresentação subcutânea demonstrou vantagem econômica ao reduzir custos de administração hospitalar e melhorar a adesão. Conclusões: A incorporação do belimumabe implica aumento relevante e progressivo do gasto público, exigindo planejamento orçamentário estruturado. Estratégias como implementação gradual, acesso em centros de referência e priorização de subgrupos de maior benefício clínico são essenciais para garantir sustentabilidade econômica.

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Copyright (c) 2026 Luciana Cássia Oliveira Barbosa, Samira Nascimento Mateus Nunes Lyra

