A via de administração de nimodipino em desfechos da Hemorragia Subaracnóidea Aneurismática - Uma coorte retrospectiva
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Palavras-chave

Hemorragia subaracnóidea
Nimodipina
Vias de Administração de Medicamentos
Nutrição enteral

Como Citar

Chiomento da Motta, G., Zortea, V., Rodrigues Chagas Gonzatti, J., & Einsfeld, L. (2024). A via de administração de nimodipino em desfechos da Hemorragia Subaracnóidea Aneurismática - Uma coorte retrospectiva. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 9(4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.n.4.p.49-56

Resumo

Objetivo: Avaliar o papel da via de administração oral ou sonda nasoenteral de Nimodipino no desfecho de vasoespasmo (em 7 e 21 dias) em pacientes internados com hemorragia subaracnóidea aneurismática (HSA), além de analisar a incidência de mortalidade nesta população. Métodos: O estudo tem delineamento de coorte retrospectiva, com dados coletados em um hospital universitário de alta complexidade de Porto Alegre. O período analisado foi janeiro de 2019 e janeiro de 2023. Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, com diagnóstico de HSA e que realizaram, no mínimo, 7 dias de tratamento com nimodipino internados. Resultados: Um total de 121 pacientes foram incluídos no estudo, divididos entre: 59 pacientes que utilizaram o medicamento via oral e 62 que utilizaram via sonda nasoenteral, foi identificado potencial impacto do uso da via de administração (sonda nasoenteral) no aumento da incidência corrigida de vasoespasmo em 7 dias (RR=2,35; IC 95%: 1,01 - 5,46), em 21 dias (RR=2,40; IC 95%: 1,05 - 5,46) e também como fator possível para aumento da mortalidade corrigida (RR=5,74; IC 95%: 2,10 - 15,65). Conclusões: Esse é primeiro estudo dessa natureza, no contexto brasileiro ou latinoamericano, em que se comprova com dados de desfechos clínicos o impacto da via de administração de nimodipino no desfecho de vasoespasmo e mortalidade em pacientes com HSA. Os achados indicam fatores a serem considerados na prática clínica para desfechos de pacientes e demonstram a necessidade de estudos que correlacionam farmacocinética e os desfechos para concluir a questão.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.n.4.p.49-56
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Copyright (c) 2024 Gabriel Chiomento da Motta, Vanelise Zortea, Janaína Rodrigues Chagas Gonzatti, Lidia Einsfeld