Resumo
Estima-se que a não-adesão atinja quase a metade dos usuários crônicos de medicamento. Objetivo: considerando a importância da identificação da não-adesão à farmacoterapia, tem-se o objetivo de mapear a literatura existente no que diz respeito aos métodos de aferi-la. Método: esta revisão narrativa foi conduzida sem limitação temporal, por meio de buscas realizadas nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Scielo e Google Acadêmico. Para isso, utilizaram-se os descritos em Ciências da Saúde (DeCS) (Medication Adherence e Adesão à Medicação; Patient Compliance e Cooperação do Paciente; Surveys and Questionnaires e Inquéritos e Questionários); os termos MESH (medication adherence, patient compliance, surveys and questionnaires); e outros termos gerais. Resultados: os métodos para aferir adesão são categorizados em medidas diretas e indiretas. Não há um padrão ouro para aferir a adesão, pois sempre há vantagens e desvantagens em cada método. A medida indireta de autorrelato parece ser o método mais indicado para monitorar a adesão e avaliar o comportamento da não-adesão e para ser utilizado na prática clínica. Conclusão: apesar da riqueza de informações encontradas nesta área, não há consenso entre os pesquisadores. Deve-se verificar qual dimensão se quer medir quanto à adesão e então escolher o instrumento adequado ou então associar instrumentos para realizar a medida pretendida.
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