Resumo
Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica e autoimune, atingindo, sobretudo, mulheres em fase reprodutiva. Acreditam-se a sua origem, fatores genéticos, hormonais e ambientais, como também exposição à luz ultravioleta, medicamentos e doenças virais. Coração, pulmões, rins e o cérebro são os órgãos mais afetados com a progressão da doença, sendo esta, portanto, multisistêmica com períodos de exacerbações e remissões. No LES, os linfócitos B produzem anticorpos autoreativos que provocam um ataque sistêmico aos órgãos, promovendo uma lesão celular e tecidual com citotoxicidade direta mediada por anticorpos. O Belimumab é um medicamento produzido a partir de anticorpos monoclonais, isto é, um linfócito B clonado e replicado para atuar na destruição de uma célula alvo que, no caso, é o fator ativador de linfócitos B, inibindo a sobrevivência das células B, incluindo as células autoreativas. OBJETIVO: Demonstrar a efetividade do Belimumab como terapia coadjuvante em pacientes com LES refratário ao tratamento padrão. Métodos: Pesquisa bibliográfica em base de dados da Biblioteca Virtual de Saúde, Capes, Scielo, Relatórios e Pareceres Técnicos Científicos de 2010 até 2019, usando, como termos de pesquisa, as palavras Belimumab, Benlysta e Lúpus Eritematoso Sistêmico. Os critérios de seleção incluíram artigos originais de pesquisa sobre eficácia clínica e recomendação da incorporação do Belimumabe no tratamento do LES no SUS. Resultados: Em estudos clínicos randomizados pesquisados, denominados de BLISS-5223 e BLISS-7624, foram utilizados como critério de inclusão a atividade da doença e sorologia ativa, sendo adotada uma dose padrão de 10mg/Kg de Belimumab ou placebo, com a manutenção do tratamento padrão. Analisando os Resultados: obtidos, foi possível identificar desfecho favorável e melhora clínica e sorológica, com a redução dos escores de SRI (indicador que avalia a atividade da doença) em quase 51% dos que utilizaram o Belimumab já na 52ª semana, em comparação ao grupo de 76 semanas em que não houve um desfecho favorável no controle da doença. Apesar da utilização de Belimumab apresentar, em outros ensaios clínicos randomizados, um controle na atividade sintomatológica e sorológica do LES, bem como a redução no uso de corticoides, seu custo efetividade foi avaliado e o mesmo não foi incorporado para o tratamento do LES no SUS, devido ao seu alto custo por paciente que anualmente pode chegar à quase R$ 44 mil reais. Conclusão: O Belimumab é um medicamento que promove uma melhora clínica e sorológica, evidenciada por pesquisas clínicas em pacientes com LES refratário à terapia padrão. Porém, sua utilização está restrita aos pacientes que judicializaram o medicamento, pois o mesmo não é fornecido pelo SUS devido ao alto custo frente aos tratamentos já disponibilizados pelo SUS.

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