Resumo
Introdução: Manter o tratamento medicamentoso contínuo é um desafio para pacientes com limitações físicas, doenças crônicas ou outras condições que dificultam o deslocamento até os serviços de saúde. Para enfrentar essa realidade, o Programa Remédio em Casa foi criado pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) de Alagoas, iniciado em agosto de 2019, atendendo a capital, Maceió. O programa entrega medicamentos diretamente nas residências, garantindo maior conforto, segurança e adesão ao tratamento para pacientes com necessidades específicas. Alinhado às diretrizes de cuidado centrado no paciente, promove a continuidade terapêutica, amplia o acesso a medicamentos essenciais e contribui para uma assistência farmacêutica mais equitativa e humanizada. Objetivo: Relatar a experiência de implementação e execução do Programa Remédio em Casa no CEAF/AL, destacando seus benefícios, desafios enfrentados e possibilidades de aprimoramento, como estratégia para ampliar o acesso a medicamentos e fortalecer a assistência farmacêutica. Metodologia: Estudo qualitativo, relato de experiência baseado nas vivências dos profissionais que executam o programa e nas percepções de pacientes, familiares e cuidadores. A análise considerou a observação dos fluxos de trabalho, reuniões da equipe e retorno informal dos usuários. Resultados e Discussão: Os pacientes que atendem aos critérios do programa e desejam participar são cadastrados em planilhas organizadas por rotas conforme o bairro. O processo inicia com a dispensação no sistema Hórus, seguida da separação individual dos medicamentos em embalagens identificadas por paciente. Após conferência dupla, os motoqueiros realizam a entrega segura nas residências. A implantação do programa representou avanço significativo na logística farmacêutica para o cuidado de pacientes com doenças crônicas. Entre os benefícios, destacam-se o aumento da adesão ao tratamento, melhoria da qualidade de vida, maior satisfação dos usuários e fortalecimento do papel do farmacêutico na rede de atenção à saúde. Contudo, persistem desafios como número limitado de entregadores, atrasos na logística, dificuldades na entrega de medicamentos termolábeis, necessidade constante de atualização cadastral e a complexidade da organização das rotas. Esses desafios são enfrentados com ajustes internos e revisão contínua dos fluxos. A percepção dos pacientes e familiares é positiva, destacando conforto, segurança e sensação de cuidado humanizado mesmo fora do ambiente institucional. Conclusão: O Programa Remédio em Casa consolidou-se como estratégia eficaz para aproximar a assistência farmacêutica dos usuários, fortalecendo a continuidade do cuidado e ampliando o acesso a medicamentos com segurança e equidade. A experiência reforça a importância da manutenção e expansão do programa, por meio da divulgação institucional, capacitação contínua das equipes e engajamento dos usuários na construção de um modelo de cuidado mais humanizado.

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