Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados de pacientes com colangiocarcinoma mutante IDH1 R132 tratados com ivosidenibe
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Palavras-chave

Colangiocarcinoma;
Neoplasia de Ducto Biliar;
Colangiocarcinoma Intra-hepático;
Colangiocarcinoma Extra-hepático;
Ivosidenibe.

Como Citar

dos Santos Simões, R., Aline Frossard Ribeiro Bortoluzzi, Janaina Cardoso Nunes Marinho, & Galendi, J. S. C. (2026). Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados de pacientes com colangiocarcinoma mutante IDH1 R132 tratados com ivosidenibe. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11. https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00497

Resumo

Objetivo: Avaliar a eficácia e a segurança do ivosidenibe como monoterapia no tratamento de pacientes adultos com colangiocarcinoma localmente avançado ou metastático, portadores da mutação IDH1 R132, previamente tratados com pelo menos uma linha de terapia sistêmica. Método: A busca por evidências foi realizada nas bases de dados eletrônicas Medline via PubMed, Embase, Cochrane e Lilacs, para identificar ensaios clínicos randomizados. Os desfechos analisados incluíram sobrevida livre de progressão (SLP), sobrevida global (SG), qualidade de vida e eventos adversos. Dois investigadores conduziram a busca, seleção dos estudos, extração de dados e avaliação da qualidade e do risco de viés utilizando a ferramenta Cochrane RoB2. A certeza das evidências foi analisada com o suporte da ferramenta GRADE. Resultados: Foram incluídas duas publicações derivadas do mesmo ensaio clínico randomizado pivotal, identificado como ClarIDHy. A mediana de SLP foi de 2,7 meses nos pacientes tratados com ivosidenibe, comparado a 1,4 meses naqueles que receberam placebo (HR = 0,37; IC95%: 0,25 a 0,54). As taxas de SLP em seis e doze meses foram de 32% e 22%, respectivamente. A análise final de SG indicou um benefício do ivosidenibe em comparação ao placebo. De modo geral, o perfil de segurança do ivosidenibe foi favorável, sendo náusea, diarreia e fadiga os eventos adversos mais comumente relatados em ambos os grupos. Conclusão: Em pacientes com colangiocarcinoma localmente avançado ou metastático portadores da mutação IDH1, o ivosidenibe desponta como alternativa terapêutica viável; entretanto, essa conclusão deve ser interpretada com cautela, uma vez que está fundamentada principalmente nos resultados de dois estudos derivados de único ensaio clínico pivotal, o que limita a robustez da evidência disponível.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00497
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Copyright (c) 2026 Ricardo Simões, Aline Frossard Ribeiro Bortoluzzi, Janaina Cardoso Nunes Marinho, Julia Simões Correa Galendi