Resumo
Introdução: A tuberculose, causada por Mycobacterium tuberculosis, ainda é um desafio de saúde pública1, com 8,2 milhões
de casos em 20232. Apesar dos avanços terapêuticos, há dificuldades em desenvolver vacinas e medicamentos eficazes. Destacam-se limitações dos modelos animais pré-clínicos da pesquisa, como custos, biossegurança e questões éticas3, o que
incentiva o uso de modelos alternativos. Nesse contexto, os modelos alternativos de invertebrados surgem como uma estratégia de refinar e reduzir o uso de modelos animais vertebrados4 e substituir por novos métodos. Diante disso, tornou-se necessário mapear o perfil de produção científica sobre modelos alternativos, a fim de orientar o delineamento de pesquisas pré-clínicas futuras envolvendo a tuberculose. Objetivo: Identificar e analisar a produção científica sobre o uso de modelos alternativos invertebrados no desenvolvimento de alternativas terapêuticas contra Mycobacterium tuberculosis. Material e Método: Foi realizada uma revisão cienciométrica com termos Medical Subject Headings (MeSH). Os termos foram combinados com os operadores: “Mycobacterium tuberculosis” AND “Galle ria mellonella” OR “Caenorhabditis elegans” OR “Drosophila melanogaster”. A busca foi realizada na base de dados PubMed. Foram incluídos estudos que abordaram modelos alternativos invertebrados no desenvolvimento de estratégias terapêuticas contra tuberculose. Sem restrição de data ou idioma. Após a seleção dos estudos, foram extraídos dados, seguidos da análise da literatura, a identificação dos autores e do seu número de publicações, utilizando o software VOSviewer. Resultados e Discussão: Foram identificados 94 estudos, publicados entre os anos 1991 e 2025. Maioria de acesso aberto (n=89; 94,68%). O ano com maior número de publicação foi o de 2019, com 10 artigos. Destes, foram extraídos, no total, 591 autores, a maioria na Europa (n=233; 39,42%), América do Norte (n=202; 34,17%) e Ásia (n=97; 16,41%) e 8 (1,35%) não mencionaram o país. Quanto ao delineamento dos estudos, a maioria eram métodos experimentais (n=72; 78,72%) e revisões (n=14; 14,89%). Quanto à frequência de palavra-chave, Mycobacterium tuberculosis (n=41; 43,61%), Caenorhabditis elegans (n=30; 31,91%) e Drosophila melanogaster (n=29; 29,78%). Dos 17 periódicos, desta-
caram-se Frontiers in Microbiology (n=5) e Journal of Biological Chemistry (n=3; 3,19%). Entre os primeiros autores, “Li, Y”, foi o mais produtivo em 8 publicações (8,51%), seguido por “Asia, M”; “langford, Pr; robertson, Bd” com 7 publicações cada (7,44%). Conclusões: A revisão cienciométrica revelou padrões significativos, como a concentração de publicações em determinado ano, modelos mais recorrentes e os autores com maior número de estudos. Esses achados fornecem uma compreensão clara de como as pesquisas vêm sendo estruturadas nesta área, evidenciando o interesse pelo uso de modelos alternativos como estratégia ética, sugerindo a escolha por Caenorhabditis elegans e Drosophila melanogaster.

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