PE - 009 Papel da Assistência Farmacêutica na avaliação de sintomas relacionados a Interações Medicamentosas e Medicamentos Potencialmente Inapropriados em Pessoas Idosas Institucionalizadas no uso de Polifarmácia

Keywords

Polimedicação
Pessoa idosa
Medicamentos potencialmente inapropriados
Interações de medicamentos

How to Cite

Maura Rupert, V., Bergonsi Fortes, P., Victoria Ilha Tenedini, E., José Gonçalves Bós, Ângelo, Carolina Spies , A., Prudêncio, B., & Maria Moriguchi Jeckel, C. (2026). PE - 009 Papel da Assistência Farmacêutica na avaliação de sintomas relacionados a Interações Medicamentosas e Medicamentos Potencialmente Inapropriados em Pessoas Idosas Institucionalizadas no uso de Polifarmácia. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00272

Abstract

Introdução: A parcela da população idosa (≥ 60 anos, no Brasil) vem crescendo de forma expressiva nas últimas décadas. Esse aumento pode levar à maior prevalência de doenças crônicas e de polifarmácia (≥ 5 medicamentos de uso concomitante), exigindo atenção especial no manejo farmacoterapêutico. Poucos estudos demonstram a prevalência de sintomas relacionados ao uso de Medicamentos Potencialmente Inapropriados (MPI) e de Interações Medicamentosas (IM) em pessoas idosas em situação de polifarmácia (PIeP). Objetivo: Avaliar os possíveis sintomas relacionados às IM e ao uso de MPI em PIeP residentes em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Métodos: Etapa inicial de estudo longitudinal, quase-experimental (CAEE: 85402724.4.0000.5336), realizado com moradores em polifarmácia de uma ILPI. A análise dos MPI e seus possíveis sintomas foi baseada nos Critérios de Beers 2023, enquanto as IM e seus possíveis sintomas foram verificadas no site Drugs.com. Os dados foram coletados via Google Forms, organizados em Excel e analisados com estatística descritiva. Os sintomas foram questionados em entrevistas com os moradores. Resultados: Foram avaliadas prescrições médicas de 121 moradores, dos quais 119 eram PIeP. A média de idade dos participantes foi de 79,5 anos, com variação entre 62 e 105 anos, sendo a maioria do sexo feminino (85%). A média de medicamentos por morador foi de 12,7. Pelo menos um MPI foi identificado em 97,5% das prescrições e 98,3% apresentaram ao menos uma IM. Foram encontradas no total 1629 IM. O máximo de interações encontradas por morador foram: 14 maiores, 65 moderadas e 13 menores. Foram encontrados 89 MPI com qualidade da evidência alta e recomendação forte (máximo de 2 por morador) e 316 MPI com evidência moderada e recomendação forte (máximo de 7 por morador). MPI com maior prevalência foram: quetiapina, anlodipina, omeprazol, fluoxetina e sertralina. Dos moradores em polifarmácia, foram realizadas 46 entrevistas: 15 idosos haviam falecido, 51 apresentavam comprometimento cognitivo severo, que impossibilitou a observação sintomatológica, e 7 recusaram-se a participar da entrevista. Os sintomas mais relatados na entrevista foram: perda de urina (60,9%), dor muscular (58,7%), xerostomia (boca seca) (48,8%), distúrbios do sono (41,3%) e constipação intestinal (40%). Conclusões: O estudo evidenciou uma alta prevalência do uso de MPI e de IM entre PIeP residentes em uma ILPI. Os sintomas relatados nas entrevistas sugerem possível correlação com esses medicamentos e suas interações. Esses achados ressaltam a necessidade de uma assistência farmacêutica adequada ao manejo farmacoterapêutico principalmente em pessoas idosas institucionalizadas em situação de polifarmácia, com foco na revisão periódica de prescrições, uso criterioso de medicamentos e monitoramento constante dos efeitos adversos, a fim de promover maior segurança e o uso racional de medicamentos nessa população vulnerável.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00272
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