PE - 114 Potencial menor impacto na pegada de carbono com o uso disseminado do dispositivo Aerocaps® (DPI) na categoria formoterol+budesonida: uma análise comparativa Brasil-EUA

Palavras-chave

Dispositivos inalatórios; Pegada de carbono; Sstentabilidade; Formoterol budesonida

Como Citar

Torres Scabello, R., Alonso Aboud, L., Henrique dos Santos, R., Rodrigues, S., Andressa Buffolo, P., Torga Mazzei, I., & Zung, S. (2026). PE - 114 Potencial menor impacto na pegada de carbono com o uso disseminado do dispositivo Aerocaps® (DPI) na categoria formoterol+budesonida: uma análise comparativa Brasil-EUA. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00364

Resumo

Introdução: O impacto ambiental dos inaladores pressurizados dosimetrados (pMDIs), amplamente usados no tratamento de doenças respiratórias, tem gerado crescente preocupação em saúde pública e ambiental. Isso se deve ao uso de propelentes à base de hidrofluoroalcanos (HFAs), com alto potencial de aquecimento global. Como resposta, cresce o interesse por alternativas mais sustentáveis, como os dispositivos de pó seco (DPIs), que não utilizam propelentes e têm menor pegada de carbono. Este estudo compara o uso da combinação formoterol/budesonida em DPIs, com destaque para o Aerocaps® no Brasil, e o uso predominante de sprays como Symbicort® (pMDI) nos Estados Unidos, visando evidenciar o potencial de redução de emissões com tecnologias mais limpas. Objetivo: Avaliar a evolução do uso de combinações de broncodilatadores de longa ação (LABA) com corticosteroides inalatórios (CI) em dispositivos DPI no Brasil, com ênfase no Aerocaps®, e contrastar com o uso predominante de pMDIs nos EUA. O estudo também considera o impacto ambiental de cada tipo de dispositivo e as tendências de mercado entre 2020 e 2025. Métodos: Foram analisados dados de mercado disponíveis publicamente, incluindo relatórios institucionais. A estimativa da pegada de carbono baseou-se em estudos prévios que comparam as emissões de dióxido de carbono (CO₂) entre os dispositivos. Cada pMDI pode emitir até 23,1 kg de CO₂ ao longo do uso, enquanto os DPIs emitem menos de 0,7 kg, o que representa uma redução potencial de até 96% por unidade. Resultados: No Brasil, observa-se tendência crescente de adoção de DPIs na categoria LABA/CI, especialmente pelo maior uso do Aerocaps®. Nos EUA, o mercado segue dominado pelos pMDIs, com Symbicort® como principal opção. No gráfico, são comparadas as pegadas de carbono das combinações formoterol+budesonida nos dois países. Como comparativo, se estimássemos que no Brasil seguíssemos o padrão norte-americano de virtualmente 100% das combinações formoterol+budesonida se dão no formato spray (pMDI) do Symbicort® e seu genérico, o uso prioritário de Alenia® resultou em uma redução de 876.759 toneladas de CO2. Calculamos as emissões de gases de efeito estufa no Brasil, de acordo com a comercialização de Alenia®, Symbicort® Turbohaler® (DPI) e de sua versão em pMDI, como mostradas no gráfico 1. Conclusões: A substituição de pMDIs por DPIs como o Aerocaps® representa uma estratégia viável para reduzir o impacto ambiental do tratamento de doenças respiratórias. A adoção do uso de Alenia® como estratégia LABA/ICS preferencial no Brasil pode ter contribuído significativamente para a redução de emissões de gases de efeito estufa nos últimos anos, com menores custos e ampliação do acesso.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00364
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