Abstract
Introdução: O mel é um produto alimentício, de alto valor nutritivo, muito procurado em supermercados, feiras e lojas de produ-
tos naturais e, por isso, de comercialização altamente rentável1. No intuito preservar a qualidade e evitar fraudes e adulteração
do mel, a Instrução Normativa no 11, de 2000 (IN-11), regulamenta as características mínimas do mel e os parâmetros físicos
químicos adequados para o seu consumo2. As feiras livres, vistas como locais de comercialização de produtos de boa qualidade
e de menor preço, por ocorrerem em lugares à céu aberto, podem configurar locais insalubres, que promovem no mel modifica-
ções devido a alterações de temperatura, exposição a luz e manipulação intensa3,4. Objetivo: Desta forma o objetivo do estudo
foi averiguar possíveis desvios de qualidade dos méis vendidos em uma feira popular de Vila Velha-ES. Material e Método: Para
a análise, foram colhidos 1 amostra de mel de 5 barracas escolhidas aleatoriamente na feira de Vila Velha e codificadas como
amostra 1, 2, 3, 4, 5. As amostras de méis, um xarope a base de glicose (indicador positivo para amido hidrolisado - amostra
X), e uma amostra de mel de um supermercado, (mel mantido em lugar supostamente higiênico, em temperatura climatizada,
longe da exposição ao Sol – amostra M), foram submetidas a análises qualitativas de qualidade de mel, como o teste de Fiehe
para determinação da presença hidroximetilfurfural, o teste de atividade diatásica, reação de Lund, para a determinação de
albuminoides e a reação de Lugol, para determinação da presença de amido hidrolisado. Todas as análises foram conduzidas de
acordo com as normas descritas pelo Instituto Adolf Lutz5. Resultados e Discussão: No teste de Fiehe, em comparação à X e a
prova em branco, as amostras 1, 2 e 3 apresentaram coloração intensa maior que a apresentada pela amostra X, e as amostra
4, 5 e M se apresentaram, sem coloração avermelhada (4), ou com coloração semelhante à de X (5 e M). Na determinação de
atividade diastásica, em comparação à X e a prova em branco, as amostras 1, 2 e 3 apresentaram coloração intensa roxeada,
semelhante à X e a prova em branco, e as amostras 4, 5 e M apresentaram desde coloração amarelada (4) a levemente azulada
(5 e M). Nas análises da reação de Lund, em comparação à X, as amostras 1 e 2 não apresentaram precipitados de proteínas
desnaturados pelo ácido tânico. Já as amostras 3, 4, 5 e M apresentaram volumes de precipitações de 2 mL (3 e M), 3 mL (4)
e 4 mL (5). Por fim, nas análises da reação de Lugol, observou-se, que em comparação à X e a prova em branco, as amostras
1, 2 e 3 apresentaram coloração intensa roxeada escura, semelhante a X, e as amostras 4, 5 e M apresentaram coloração
amarronzada, semelhante a cor do Lugol da prova em branco. Conclusões: Comparados aos parâmetros estabelecidos pela
IN-11 somente a amostra 4 foi aprovada em todas as análises de qualidade. A amostra 5 foi reprovada somente em 1 destas
análises, enquanto as amostras 1, 2 e 3 foram reprovadas em todas as análises qualitativa de qualidade.

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