ID-51 Gestão da Assistência Farmacêutica no Sus: desafios e oportunidades para a efetividade da atenção à saúde

Palavras-chave

Assistência Farmacêutica; Sistema Único de Saúde; Atenção Básica.

Como Citar

Lopes, R. V. F., de Lima, V. S., e Silva, H. F., da Silva, S. C., Botelho, B. F., Quaresma, J. de S., dos Santos, M. B., Lucena, S. M. dos S., Reis, M. F. F., & da Silva, L. C. S. (2026). ID-51 Gestão da Assistência Farmacêutica no Sus: desafios e oportunidades para a efetividade da atenção à saúde. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.3). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00490

Resumo

Introdução: A Assistência Farmacêutica (AF) é um componente estratégico para a integralidade do cuidado em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), a qual envolve um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, com foco no acesso e uso racional de medicamentos. Entretanto, a gestão da AF ainda enfrenta múltiplos entraves que comprometem sua efetividade nos três níveis de atenção à saúde. Objetivo: Realizar uma revisão narrativa da literatura científica que descreve os principais desafios e oportunidades na gestão da Assistência Farmacêutica no contexto do SUS, com foco em planejamento, logística e avaliação de desempenho. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura. Foram selecionados artigos publicados entre 2010 e 2024, nas bases SciELO, PubMed e LILACS, utilizando os termos “Assistência Farmacêutica”, “Gestão em Saúde” e “SUS”. Foram incluídas publicações em português e inglês que abordaram modelos de gestão da AF, avaliação de políticas públicas e experiências em diferentes esferas do SUS. Resultados: Os principais desafios identificados incluem falhas na seleção e programação de medicamentos, aquisição ineficiente, ausência de tecnologias da informação, e desarticulação entre esferas federativas. A rotatividade de profissionais e a carência de capacitação contínua também comprometem a sustentabilidade da AF. Por outro lado, experiências positivas incluem a implementação de sistemas informatizados (como Hórus), o uso de indicadores de desempenho e o fortalecimento das Comissões Intergestores Regionais (CIR). A integração da AF com a Atenção Básica, por meio de ações clínicas e educativas, tem sido uma tendência crescente e promissora. Conclusão: A gestão da AF no SUS é multifacetada e depende de articulação intersetorial, financiamento adequado e formação técnica especializada. A literatura aponta para a necessidade de maior planejamento ascendente, uso de dados para tomada de decisão e valorização da força de trabalho farmacêutica. A qualificação da gestão da AF é essencial para garantir o direito à saúde, reduzir desigualdades regionais e promover a efetividade do cuidado farmacêutico.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00490
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Copyright (c) 2026 Renan Venancio Ferreira Lopes, Vitor Souza de Lima, Hellen Frank e Silva, Samira Costa da Silva, Breno Farias Botelho, Jennifer de Sousa Quaresma, Micaelly Bezerra dos Santos, Sandryanne Marcely dos Santos Lucena, Mahelani Fernanda Ferreira Reis, Letícia Camilly Souza da Silva