ID-16 O Impacto de um Protocolo de Acompanhamento Farmacoterapêutico: relato de experiência em pacientes pós-cirurgias cardiovasculares

Palavras-chave

Serviço de Farmácia Hospitalar; Doenças Cardiovasculares; Intervenções para Adesão Medicamentosa

Como Citar

Vilanova, K. D., Favaretto, F., Nogara, G., Lausmann, N. D., Michelson, V. A., Bernardi, L. S., & Cattaneo, R. (2026). ID-16 O Impacto de um Protocolo de Acompanhamento Farmacoterapêutico: relato de experiência em pacientes pós-cirurgias cardiovasculares. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.3). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00460

Resumo

Introdução: A atuação do farmacêutico no cuidado cardiovascular ocupa papel significativo na garantia da segurança, eficácia e adesão ao tratamento. Pacientes submetidos à cirurgia vascular apresentam elevado risco de polifarmácia e de complicações associadas ao uso de medicamentos. Objetivo: Avaliar o impacto de um protocolo de acompanhamento farmacoterapêutico para análise das interações medicamentosas e efetividade da orientação de alta farmacêutica no tratamento do paciente cardíaco internado. Métodos: Trata-se de um protocolo piloto realizado em um hospital na região noroeste do Rio Grande do Sul. O método utilizado foi aplicação de questionário impresso em pacientes beira-leito da unidade hospitalar cardiológica, unidade de terapia intensiva coronariana (UTICor) e clínica cirúrgica. As perguntas do questionário foram sobre as comorbidades do paciente, histórico de alergia a medicamentos e terapia medicamentosa antes da internação hospitalar. A população atendida foi de pacientes pós-operatórios de cirurgias cardiovasculares até 48h após a internação e os registros dos atendimentos foram documentados no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Resultados: Os pacientes foram acompanhados desde o primeiro atendimento médico até a alta hospitalar, momento em que receberam material informativo impresso sobre o uso de medicamentos, elaborado pelos residentes e com base em folder sobre o uso racional de medicamentos do Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul. As interações medicamentosas foram analisadas por meio da plataforma Medscape e, quando necessária alguma intervenção, o farmacêutico entrou em contato com o médico assistente, seja por telefone ou pessoalmente. Além disso, intervenções farmacêuticas foram realizadas durante rounds com a equipe multidisciplinar. Entre os exemplos de intervenções realizadas destacam-se: a sugestão de substituição de um probiótico por outro com menor potencial de interação com os antimicrobianos prescritos; a troca de um inibidor da bomba de prótons devido à interação medicamentosa com um antiagregante plaquetário; e a recomendação de redução da dose de um antipsicótico, em virtude da insônia apresentada como efeito adverso pelo paciente. Discussão e Considerações Finais: As intervenções realizadas por farmacêuticos promovem uma redução significativa nos problemas relacionados ao uso de medicamentos, especialmente entre pacientes submetidos a procedimentos vasculares1. A maioria dos pacientes atendidos apresentava diagnóstico de hipertensão. Considerando que as doenças crônicas são a principal causa de mortalidade no mundo, a atuação do farmacêutico clínico na orientação de alta é fundamental, pois promove a educação do paciente e assegura uma terapia medicamentosa segura. Em unidades de terapia intensiva (UTI), por exemplo, o farmacêutico desempenha um papel essencial na prevenção de eventos adversos relacionados a medicamentos. Sua atuação pode diminuir a ocorrência desses eventos, contribuir para a redução do tempo de internação, impactar positivamente na diminuição dos custos hospitalares e otimizar o tratamento. A presença do farmacêutico contribui de forma significativa para a recuperação de pacientes hospitalizados, especialmente no contexto do atendimento multiprofissional a indivíduos com doenças cardiovasculares. Sua participação favorece a adequação da terapia medicamentosa e a melhora do estado de saúde. Portanto, a inclusão desse profissional na equipe cardiovascular mostra-se relevante, promovendo melhores desfechos clínicos e maior adesão ao tratamento, tanto durante a internação quanto após a alta. 

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00460
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