ID-11 Impacto das Variantes do Gene NOQ1 na Dose de Anticoagulantes Orais Cumarínicos em uma Coorte do Sul do Brasil

Palavras-chave

Farmacogenética; Femprocumona; Varfarina.

Como Citar

De Souza, N. S., Padilha, W. C. C., Matte, U., & Botton, M. R. (2026). ID-11 Impacto das Variantes do Gene NOQ1 na Dose de Anticoagulantes Orais Cumarínicos em uma Coorte do Sul do Brasil. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.3). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00455

Resumo

Introdução: Os anticoagulantes orais antagonistas da vitamina k (avks) atuam inibindo a coagulação, sendo comumente utilizados na prática clínica para prevenção e tratamento de eventos tromboembólicos. os avks são majoritariamente prescritos no sus, principalmente a varfarina e a femprocumona, e apresentam janela terapêutica estreita e grande variação interindividual dos parâmetros farmacocinéticos e farmacodinâmicos. assim, pacientes que necessitam de doses menores de varfarina e recebem doses usuais podem estar sob risco de anticoagulação excessiva, bem como doses insuficientes podem aumentar o risco de eventos tromboembólicos. a varfarina e a femprocumona inibem a redução da vitamina k à hidroquinona de vitamina k - essencial como cofator para a funcionalidade dos fatores de coagulação e das proteínas anticoagulantes. a enzima nqo1 atua na redução da vitamina k. variantes neste gene podem desestabilizar e inativar a nqo1, podendo contribuir para a variação interindividual da resposta ao medicamento. Objetivo: Verificar a influência de variantes no gene NQO1 e as doses da varfarina e da femprocumona em uma amostra da população de anticoagulados no rio grande do sul. Métodos: Um total de 701 pacientes anticoagulados foram genotipados para as variantes RS1800566, RS10517 e RS1131341 do gene NQO1 através da técnica de pcr em tempo real, utilizando ensaios TAQMAN. Resultados: Indivíduos com genótipo ct para a variante RS1800566 necessitaram de doses 17,64% maiores de femprocumona em comparação com indivíduos cc selvagem (p = 0,032). não houve associação significativa com as outras variantes estudadas, assim como entre as variantes genéticas e a dose de varfarina (p > 0,05). Discussão e Considerações Finais: De acordo com os nossos resultados, sugere-se que o gene nqo1 pode ser importante para definir a dose terapêutica de femprocumona em indivíduos do sul do brasil, mas estudos adicionais são necessários para confirmar essa relação e explorar interações com outros fatores clínicos e genéticos.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00455
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Natiele Silva De Souza, Willian Carlos Corrêa Padilha, Ursula Matte, Mariana Rodrigues Botton