ID179 Estudo de macrocusteio do uso do bortezomibe no tratamento do mieloma múltiplo na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS)
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Palavras-chave

Estudo de Macrocusteio; Mieloma Múltiplo; Bortezomibe

Como Citar

Andrades Fiorini Monteiro Novo, M., Oliveira Cantadori, L., Dezen Gaiolla, R., de Oliveira Silva, L. F., & dos Santos Nunes Nogueira, V. (2024). ID179 Estudo de macrocusteio do uso do bortezomibe no tratamento do mieloma múltiplo na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS): EIXO 1: SUSTENTABILIDADE NOS SISTEMAS DE SAÚDE. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 9(s.1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.130

Resumo

Introdução

O mieloma múltiplo (MM) é uma neoplasia maligna hematológica, caracterizada pela proliferação de plasmócitos malignos na medula óssea. O bortezomibe é uma das medicações mais utilizadas no tratamento de primeira linha e de recidivas subsequentes, tanto em monoterapia quanto em diversas combinações com outras drogas. O objetivo desse estudo foi realizar um estudo de macrocusteio do uso do bortezomibe no tratamento do MM na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS).

Métodos

Para a análise de macrocusteio, foram considerados apenas os custos diretos relacionados a aquisição do bortezomibe. A população foi estimada considerando o número de pacientes em tratamento para MM, disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e a partir desse dado, foi calculada a incidência anual de casos de MM e a estimativa aproximada do número de pacientes acometidos pelo MM atualmente. O custo médio da ampola do bortezomibe foi de R$338,56, esse valor foi calculado através dos preços disponíveis na tabela do Banco de Preços de Saúde (BPS), em uma pesquisa abrangendo o período entre 01/09/2020 e 31/12/2022, período esse, que compreende o antes e o pós incorporação do medicamento no SUS, realizada em outubro de 2020 e de sua implementação em setembro de 2020. Foram incluídos no cálculo, uma estimativa de desperdício de doses que variou de 5% a 15%, sendo a média de 10% estimada através da rotina de um ambulatório público de hematologia do interior do estado de São Paulo. O custo aproximado por paciente foi comparado ao valor reembolsado pela Autorização de Procedimento Ambulatorial (Alta complexidade/custo) (APAC) cujo valor atual é R$5.224,65. Nos custos foram consideradas duas possibilidades de tratamento: 9 ciclos, utilizados para pacientes candidatos ao transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas (TACTH) (30% da população), e 12 ciclos utilizados para pacientes não candidatos ao TACTH (70% da população). As doses do bortezomibe para o tratamento do MM variam de 1,3 mg/m² e 1,5mg/m² de área de superfície corpórea.

Resultados

Foram estimados uma média de pacientes em tratamento de MM de 3337, para o ano de 2023 e, para o ano de 2026, será de 3399 pacientes. O custo médio da ampola foi de R$338,56 e o custo por paciente, sem o desperdício, considerando 9 ciclos para a dose de 1,3mg/m² foi de R$17.475,17 e R$17.790,03 para dose de 1,5mg/m²; considerando 12 ciclos, o valor por paciente foi de R$23.299,09 para dose de 1,3mg/ m² e, para dose de 1,5mg/m² foi de R$23.718,91, com um valor médio de R$21.823,75. Considerando um desperdício de doses de 10%, o custo por paciente em 9 ciclos, seria de R$17.678,30 para dose de 1,3mg/m² e R$18.023,64 para dose de 1,5mg/m² e, para 12 ciclos seria de R$23.569,94 para dose de 1,3mg/m² e, R$24.030,39 para dose de 1,5mg/m² com um valor médio de R$22.100,59. De acordo com o valor da APAC atual, que é de R$ 5.224,65, o valor total pago pelo tratamento de 9 ciclos é de R$ 47.021,85 e para 12 ciclos é de R$62.695,80, sendo a média de R$57.993,62.

Discussão e conclusões

Observa-se que o custo coberto pela a APAC atual é superior ao custo direto da aquisição do bortezomibe. Entretanto, enfatiza-se que nesse estudo, foram computados apenas o gastos diretos da aquisição do bortezomibe. Não foram levados em consideração os custos com exames de seguimento, consultas, internações, insumos e recurso humanos, embora esses custos adicionais sejam cobertos pela APAC.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2024.v9.s1.p.130
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Copyright (c) 2024 Mariana Andrades Fiorini Monteiro Novo, Lucas Oliveira Cantadori, Rafael Dezen Gaiolla, Lukas Fernando de Oliveira Silva, Vania dos Santos Nunes Nogueira