Resumo
Objetivo: avaliar a implementação, a utilização, o custo do tratamento por paciente-ano e o impacto orçamentário de infliximabe, vedolizumabe e tofacitinibe para o tratamento da retocolite ulcerativa moderada a grave no SUS. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte retrospectiva por meio da Sala Aberta de Situação de Inteligência em Saúde, que é originada do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS. Foram incluídos to-dos os pacientes com CID-10 primário da retocolite ulcerativa e em uso de infliximabe, vedolizumabe ou tofacitinibe. O período de análise foi de maio de 2020 a dezembro de 2022. Resultados: Após a incorporação no SUS, o tempo para o início da disponibiliza-ção dos medicamentos variou de 7 a 20 meses. Infliximabe foi o mais utilizado (55%), mas vedolizumabe apresentou difusão mais rápida, com aproximadamente 60 novos pacientes por mês, seguido por infliximabe e tofacitinibe com cerca de 35 e 18 pacien-tes, respectivamente. Os preços unitários dos medicamentos foram inferiores aos pro-postos na incorporação, exceto pelo tofacitinibe na última aquisição. Em 2021, o custo por paciente-ano foi similar para infliximabe e vedolizumabe. Em 2022 o vedolizumabe teve o maior custo. O impacto orçamentário do infliximabe e vedolizumabe foi similar no primeiro ano da implementação e ambos tiveram impacto orçamentário menor que o estimado na incorporação. No segundo ano de implementação do infliximabe, o impacto orçamentário quase duplicou devido à maior difusão do medicamento. Conclusão: Essa análise apresenta dados de mundo real, verificando-se a importância do monitoramento das tecnologias incorporadas pelo SUS.

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