Atuação do farmacêutico na terapêutica antineoplásica: objetivando a prevenção de interações medicamentosas
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Como Citar

Batista Cavalcante, E. A., Alves de Miranda, J., Sodré Costa Sousa, M., Teixeira de Alencar Filho, J. M., Thinesca Almeida Silva, M., Souza Cabral, L. J., Pereira Batista, M., & Batista Santana De Andrade , R. A. (2023). Atuação do farmacêutico na terapêutica antineoplásica: objetivando a prevenção de interações medicamentosas. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 4(s.1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2019.v4.s1.p.34

Resumo

Introdução: O papel do profissional farmacêutico na terapia antineoplásica é relevante para a qualidade do processo farmacoterapêutico, de forma que é dever desse profissional “avaliar os componentes presentes na prescrição médica, quanto à quantidade, qualidade, compatibilidade, estabilidade e suas interações medicamentosas”. Desta forma, é de fundamental importância que o farmacêutico compreenda que vários fatores afetam a resposta à quimioterapia, tais como a carga tumoral, dose e resistência aos fármacos, e fatores específicos do paciente que estarão relacionados à alimentação e utilização de outros medicamentos de forma que estes fatores são de risco potencial no desenvolvimento de interações medicamentosas. Objetivo: objetivo desse trabalho foi avaliar atuação do farmacêutico na terapêutica antineoplásica bem como as interações medicamentosas entre antineoplásicos, medicamentos, alimentos e/ou outros elementos naturais. Métodos: O trabalho foi desenvolvido através de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo com busca de artigos nas bases de dados: Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde). Resultados: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determina que a competência legal para a preparação de drogas antineoplásicas é papel do farmacêutico, bem como avaliar a prescrição médica no que diz respeito à viabilidade, estabilidade e compatibilidade físico-química dos componentes entre si. Além disso, este profissional deve examinar a sua adequação aos protocolos estabelecidos pela equipe multidisciplinar de terapia antineoplásica. Desta forma, percebe-se ainda a relevância do farmacêutico na terapêutica antineoplásica para compreensão e garantia da utilização racional de muitos outros medicamentos usados para amenizar os efeitos colaterais e reações adversas como vômitos, diarreia, náuseas, cefaleias e imunossupressão. O uso de vários medicamentos concomitantemente é um dos principais fatores de risco para ocorrência de interações medicamentosas do tipo farmacocinéticas ou farmacodinâmicas, sendo fundamental a realização do Seguimento Farmacoterapêutico. Outro fator analisado foi o aspecto nutricional dos pacientes, pois os fármacos possuem o potencial de interagir com nutrientes, podendo resultar em redução na eficácia da terapia farmacológica, aumento dos efeitos adversos, depleção de nutrientes específicos, alterações no estado nutricional, indução e inibição enzimática. Observando-se também a associação com produtos naturais e/ou plantas medicinais, que em alguns casos pode ser uma medida paliativa para aliviar os sinais e sintomas, por outro lado essas interações podem ser altamente. Conclusão: Desta forma conclui-se que a presença do farmacêutico diante da terapia com antineoplásicos e na elaboração de manuais de normas e procedimentos farmacêuticos pode diminuir a frequência de erros de medicação e possíveis interações.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2019.v4.s1.p.34
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