Resumo
Introdução: O uso de medicamentos possui várias vertentes. Por um lado,pode aumentar a expectativa de vida,tratamento de doenças; por outro lado, podem aumentar os custos da atenção à saúde se utilizados inadequadamente e/ou levar à ocorrência de reações adversas a medicamentos (RAM). As ações de farmacovigilância no âmbito hospitalar possibilitam a detecção precoce dos riscos associados a medicamentos e prevenção de RAM. Entretanto, vários estudos demonstram a subnotificação desses eventos, configurando um problema de saúde pública. OBJETIVO: Avaliar o impacto do número de notificações de suspeitas de RAM após implementação de ações educativas em um hospital sentinela. Métodos: Trata-se de um estudo observacional do tipo coorte, realizado em um hospital sentinela em Salvador – Bahiano período de outubro de 2018 a junho de 2019. Para avaliação do desfecho foram considerados informações advindas do banco de dados do serviço de farmacovigilância. Foram comparados o número de notificações mensais nos períodos pré e pós ações educativas que ocorreram no mês de abril. Para análise dos dados foi utilizado o programa Microsoft Office Excel 2016®. Resultados: Foram contabilizadas 418 notificações de reações adversas a medicamentos no período estudado. Destas 243 (58%) foram referentes ao período que antecedeu às ações educativas. Isso reflete uma média de 41 notificações/mês. Enquanto no período pós alcançou-se uma média de 59 notificações/mês. Outro achado significativo foi o aumento de notificações por parte da equipe assistencial. No primeiro período, a média mensal de notificações realizadas por enfermeiros foi igual a 10 e farmacêuticos igual a 12. Em contraste, no segundo período o número de notificações aumentou para ambos os grupos, sendo uma média mensal de 12 para enfermeiros e 20 para farmacêuticos. Conclusão: Mediante os resultados supracitados, foi notório o aumento no número de notificações de suspeitas de RAM. Esse resultado corrobora para a importância de medidas educativas como forma de sensibilização da equipe assistencial no que tange a percepção e consequente notificação de suspeitas de reações adversas no âmbito hospitalar. Sendo assim, essas ações devem ocorrer de forma contínua de modo a abranger todos os membros da equipe multidisciplinar, uma vez que o cuidado do paciente é compartilhado.

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