Resumo
Em março de 2020 a OMS e o MS declararam Pandemia. O crescimento no número de atendimentos e internações hospitalares, levou ao aumento de consumo de insumos e medicamentos gerando desabastecimento. A SES buscou na Assistência Farmacêutica técnicos com expertise em Logística, seleção, adequação, formulação de protocolos, este conjunto de técnicos. O forte uso da mídia na desacreditação da doença que trouxe discussões como: desacreditar os EPIs, procedimentos médicos, uso de oxigênio, de medicamentos e da vacinação. No Brasil teve 32.500.000 casos positivos e 672.000 mortes, já em Pernambuco foram 983.000 casos positivos, com 21.880 mortes, que só arrefeceram após a vacinação da população. Os profissionais da equipe se contaminaram, gerando sobrecarga de trabalho e o medo de contaminação, de mortes e de sequelas, o risco para os familiares, o preconceito, trouxe o isolamento para os profissionais. O monitoramento de Consumo Semanal para conhecer a necessidade e abastecer a rede com uma logística ampla e atividades diversas, o uso da Requisição Administrativa garantiu um estoque mínimo inicial. As compras nacionais e internacionais. A utilização do Consórcio Interestadual do Nordeste para aquisição de medicamentos, equipamentos e insumos foi outra estratégia. Algumas empresas passaram a produzir insumos, o LAFEPE e Usinas de Cana de Açúcar fizeram álcool a 70% As ações assistenciais foram cruciais para a atenção aos pacientes, a renovação automática dos LME e das APAC, fazendo um fluxo menor de pacientes às ruas com uso de vários representantes legais. O programa de entrega domiciliar de medicamentos para 10.000 pacientes. O monitoramento dos medicamentos para intubação orotraqueal que teve desabastecimento e por isso apoiado a adequação de dose com Norma Técnica. Na experiência da SESPE a Assistência Farmacêutica foi fundamental no enfrentamento da COVID. O MS que em um primeiro momento assumiu a organização do combate a pandemia, depois teve uma postura negacionista agindo contra as medidas de enfrentamento, criando conflitos com profissionais de saúde, gestores de diferentes níveis e atacando as ações mundiais de distanciamento social, uso de máscaras e vacinação em massa, usando a estratégia de um Kit medicamentoso. Na pandemia não houve mobilização pelos Governos em trazer independência na produção de medicamentos e insumos. Visto em grandes países em reequipar seus parques fabris para garantir isonomia e soberania nacional. O reconhecimento da importância do SUS como política de saúde eficaz no enfrentamento de doenças foi o maior ganho, a capacidade adaptação das estruturas por gestores estaduais e municipais e o compromisso sanitário. Este documento é um relato frio e cientifico de toda a vivência de profissionais de saúde no tempo de pandemia em uma Secretaria de Saúde

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