O perfil de reações adversas a medicamentos de um hospital sentinela em Salvador-BA
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Como Citar

Santos Melo , M., do Nascimento Rodrigues , M. C., & Lago Pereira, L. C. (2023). O perfil de reações adversas a medicamentos de um hospital sentinela em Salvador-BA. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 3(s.1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2018.v3.s1.p.62

Resumo

Introdução: Embora o medicamento seja formulado objetivando benefícios terapêuticos e segurança, é indiscutível os riscos relativos a sua utilização. A reação adversa ao medicamento é um evento não esperado e não intencional, que ocorre mesmo em doses usuais de tratamento, causando dano ao paciente, aumentando a duração e custo da hospitalização. Neste contexto, a farmacovigilância contribui para a identificação e compreensão dessas reações a fim de prevenir ou minimizar a morbimortalidade e os gastos em saúde a elas relacionadas. Objetivo: Delinear o perfil de reações adversas a medicamentos ocorridas nos anos de 2014 e 2015 em um hospital sentinela de Salvador-BA. Métodos: Estudo unicêntrico, descritivo, retrospectivo realizado a partir da coleta de notificações de reações adversas, previamente validadas, em um banco de dados de Farmacovigilância de um hospital de grande porte em Salvador-BA. Trata-se de um hospital filantrópico de alta complexidade, com capacidade para 549 leitos, referência em cardiologia, ortopedia, neurologia, oncologia e pediatria. Os dados se referem ao período de maio de 2014 a dezembro de 2015, no qual avaliou-se: sexo e idade dos pacientes, causalidade das reações pelo algoritmo de RUCAM e Naranjo, gravidade, fontes notificadoras, classes farmacológicas, medicamentos e reações envolvidas. Foram incluídas neste estudo todas as reações adversas a medicamentos validadas e notificadas à ANVISA no período selecionado, exceto as suspeitas não validadas e demais eventos adversos. Resultados: Um total de 104 reações adversas a medicamentos foram avaliadas. Dentre elas, 55% ocorreram com pacientes do sexo masculino; pela faixa etária em anos, 31% tinham de 31 a 50, 21% de 51 a 70 e 18% de 71 a 100. Das reações, 7% foram recebidas por notificação espontânea, 43% por busca ativa e as demais identificadas no acompanhamento farmacoterapêutico. Pelo algoritmo de Naranjo, 6% foram classificadas como definidas, prováveis 65% e possíveis 29%; por RUCAM, 47% foram classificadas como altamente prováveis, prováveis 36%, possíveis 16% e improvável 1%. Quanto à severidade das reações, em média, 16% foram classificadas como graves, moderadas 15% e leves 57%. Das reações, 59% envolveram alterações cutâneas, sistema nervoso 12% e circulatório 9%. Das classes de medicamentos, os antibióticos representaram 30%, seguidos dos contrastes 10% e antineoplásicos 8%. Conclusão: Este estudo possibilitou a quantificação e classificação das reações adversas ocorridas em um hospital sentinela em Salvador-BA. O delineamento do perfil de reações adversas permitirá o desenvolvimento de estratégias no amparo à equipe multiprofissional no manejo e prevenção de danos relacionados a este tipo de evento. Além de permitir a criação de novas barreiras no cuidado, este trabalho espera contribuir para a divulgação do perfil institucional de reações adversas, incentivando às notificações espontâneas e subsidiando os profissionais de saúde nas suas práticas diárias.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2018.v3.s1.p.62
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