Análise de custos do tratamento sistêmico do câncer colorretal sob a perspectiva de um hospital público
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Palavras-chave

Antineoplásicos, Câncer colorretal, Custos e análise de custo, Farmacoeconomia.

Como Citar

Miguel Rosa da Silva, T., Inajara Rotta, Maryana Albino Clavero, & Juliane Carlotto. (2023). Análise de custos do tratamento sistêmico do câncer colorretal sob a perspectiva de um hospital público. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 8(4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2023.v8.n.4.p.5-15

Resumo

Introdução: O câncer colorretal é o segundo câncer mais incidente na população brasileira e o terceiro com maior taxa de mortalidade. No SUS, a assistência oncológica é custeada via sistema de Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade – APAC/Oncologia. Objetivo: Avaliar se o ressarcimento disponibilizado pelo SUS aos centros de tratamento em oncologia é suficiente para o custeio da terapia do câncer colorretal. Método: Foram avaliados os custos diretos referentes aos antineoplásicos, medicamentos de suporte, soluções/materiais em geral e capela de fluxo laminar. Quatro cenários foram avaliados, considerando a incorporação de inovações na terapia de antiemética e / ou de segurança na manipulação e administração. Resultados: Foram analisados 68 protocolos de tratamento nos contextos neoadjuvante, adjuvante e metastático. No contexto neoadjuvante e adjuvante de câncer de reto, a maioria apresentou APACs deficitárias em todos os cenários. No contexto adjuvante de câncer de cólon, a APAC foi deficitária apenas para o mFOLFOX6, no cenário 4. No contexto de terapia paliativa do câncer colorretal, foram avaliados 44 protocolos, sendo que 75% possuíram APACs deficitárias no cenário 1 e 81.8% no cenário 4. Considerando os protocolos contendo apenas quimioterapia citotóxica convencional, quando comparados nos cenários 1 a 3, 91.6% dos protocolos apresentaram APACs superavitárias. Conclusão: Sugere-se reavaliação dos valores de ressarcimento para o tratamento adjuvante e neoadjuvante dos cânceres de reto, enquanto no tratamento adjuvante do câncer de cólon e no tratamento paliativo baseado em terapia citotóxica convencional, as inovações na terapia de suporte e manipulação/administração são passíveis de implementação no SUS.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2023.v8.n.4.p.5-15
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