Resumo
Introdução: A osteoporose é uma doença caracterizada por baixa massa óssea, alteração da microarquitetura e fragilidade esquelética. Mulheres na pós-menopausa tem risco aumentado de desenvolver a doença. O denosumabe é um anticorpo monoclonal inteiramente humano, recentemente aprovado no Brasil para o tratamento da osteoporose na pós-menopausa. Além desse medicamento, existem outros já disponíveis no mercado, com eficácia e segurança bem estudadas. O objetivo desse trabalho foi avaliar a eficácia e segurança do denosumabe no tratamento de osteoporose na pós-menopausa. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura para selecionar ensaios clínicos randomizados que avaliaram o denosumabe em relação a outros fármacos para o tratamento da osteoporose na pós-menopausa. Foi realizada busca nas bases de dados Medline (via PubMed) e Lilacs (via BVS). Busca complementar em periódicos, bases de teses e dissertações e resumos de congressos foi realizada para garantir a inclusão de todos os estudos de interesse. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada a partir da escala de Risco de Viés da Colaboração Cochrane. Resultados: Foram incluídos seis estudos na análise final. A análise demonstrou que dentro do período de até 24 meses, a terapia com denosumabe foi mais eficaz no aumento a DMO em mulheres com osteoporose pós-menopausa do que bifosfonatos e teriparatida. Entretanto, não foi observada diferença significativa na redução de fraturas. Não foi detectada diferença no perfil de segurança do denosumabe em relação aos medicamentos avaliados. A qualidade metodológica dos estudos foi considerada de baixa a moderada. Todos os estudos incluídos foram financiados pelo mesmo laboratório farmacêutico, produtor do denosumabe, o que pode representar um viés. Conclusão: Não foram demonstrados benefícios clínicos conclusivos do denosumabe quando comparado aos bifosfonatos, no que tange à redução de fraturas. Como a osteoporose é uma doença crônica, em que o uso de medicamentos é indicado para um período superior a 2 anos, mais estudos devem ser conduzidos para avaliar seu perfil de segurança. Seu uso deve ser restrito e monitorado. Apoio Financeiro: Fapemig e CNPq.
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