PE-048 Recomendações para técnica inalatória em ventilação mecânica invasiva: desenvolvimento, validação e avaliação metodológica de um protocolo de administração de medicamento

Palavras-chave

Comunicação Interdisciplinar;
Administração de Terapia Medicamentosa;
Cuidados Críticos;
Guia de prática clínica.

Como Citar

Asturian, K., & Pilger, D. (2026). PE-048 Recomendações para técnica inalatória em ventilação mecânica invasiva: desenvolvimento, validação e avaliação metodológica de um protocolo de administração de medicamento. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.4). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00541

Resumo

Introdução (com objetivo): A administração de medicamentos inalatórios em spray dosimetrado (pMDI) a pacientes em ventilação mecânica invasiva (VM) é uma prática comum em unidades de terapia intensiva. A terapia com aerossol, entretanto, é afetada por uma série de fatores que podem comprometer significativamente a deposição pulmonar do fármaco às vias aéreas inferiores. Neste contexto, a efetividade terapêutica depende da administração do medicamento a partir de uma técnica inalatória adequada e a ausência de protocolos pode comprometer o cuidado e a segurança do paciente. O objetivo deste estudo foi descrever o processo de desenvolvimento, validação e avaliação metodológica de um protocolo de administração de medicamento destinado à prática clínica intensiva. Material e Método: O estudo foi composto por 4 etapas sucessivas e complementares. Na primeira etapa conduziu-se uma revisão de escopo conforme as diretrizes propostas pelo PRISMA-ScR com o objetivo de identificar aspectos relacionados à técnica inalatória durante VM. Após o levantamento bibliográfico, iniciou-se a elaboração do constructo (etapa 2). A etapa 3 consistiu na validação de conteúdo e aparência por um painel de 4 especialistas em terapia intensiva e 35 profissionais de saúde que avaliaram os objetivos, apresentação, relevância e aparência do documento. Já a etapa 4 consistiu na avaliação da qualidade metodológica do protocolo desenvolvido por meio do instrumento AGREE II. Seis domínios de qualidade foram avaliados: escopo e finalidade, envolvimento das partes interessadas, rigor do desenvolvimento, clareza da apresentação, aplicabilidade e independência editorial. Resultados: Vinte e três estudos foram incluídos na revisão de escopo. As melhores práticas incluíam o uso de aerocâmara ou adaptador associado ao pMDI, posicionamento do paciente em decúbito semirreclinado, inserção do pMDI no ramo inspiratório do circuito e sincronização do disparo do jato com o início da fase inspiratória. A partir destes estudos, o protocolo foi elaborado (etapa 2) utilizando as evidências encontradas para dar suporte às recomendações e foi estruturado a partir de texto, fluxograma e ilustrações. A validação de conteúdo e aparência obteve índices de validade superiores a 0,90 nas quatro rodadas avaliativas. Sugestões foram realizadas pelos profissionais a fim de melhorar o conteúdo e apresentação das figuras do protocolo. Como última etapa, o protocolo foi avaliado quanto à sua qualidade metodológica por um painel de 3 professores doutores a partir do instrumento AGREE II. Cinco dos seis domínios avaliados apresentaram escores acima de 90%, com qualidade global considerada excelente e recomendação unânime para uso clínico. O domínio “envolvimento das partes interessadas” obteve pontuação inferior a 90% e foi ajustado. Conclusões: O protocolo desenvolvido apresentou elevada qualidade metodológica e validade, constituindo ferramenta confiável para padronização da administração de medicamentos inalatórios em spray dosimetrado a pacientes submetidos à VM. Sua aplicação pode contribuir para a melhoria da prática clínica, segurança do paciente e efetividade terapêutica.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00541
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