PE - 62 Atuação do Farmacêutico Clínico no Manejo da dor Oncológica: Experiência em Seguimento Farmacoterapêutico

Palavras-chave

Farmácia hospitalar
Dor oncológica
Farmacêutico clínico
Cuidados paliativos

Como Citar

Ana Luisa de Melo Xavier, Cristiani Isabel Banderó Walker, Alba Maria Alves Vasconcelos, Aislane Carlos da Silva Luz, Daniela de Nazaré Magalhães Machado Figueredo, & Maria das Graças Leopardi Gonçalves. (2026). PE - 62 Atuação do Farmacêutico Clínico no Manejo da dor Oncológica: Experiência em Seguimento Farmacoterapêutico. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s.2). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00436

Resumo

Introdução: A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, influenciada por múltiplos fatores biológicos, psicológicos e sociais, mesmo na ausência de lesão tecidual identificável. No contexto oncológico, especialmente em estágios avançados, trata-se de um sintoma prevalente e complexo, frequentemente subtratado, apesar da ampla gama de recursos terapêuticos disponíveis. A atuação do farmacêutico clínico tem se consolidado como estratégica, promovendo intervenções seguras, eficazes e centradas no paciente. Objetivo: Relatar a experiência da atuação de uma residente farmacêutica no acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes oncológicos hospitalizados com dor, destacando intervenções clínicas e seus impactos no cuidado. Descrição do relato: Entre abril e setembro de 2024, uma residente do LabFarClin atuou na clínica oncológica de um hospital universitário em Maceió-AL. As atividades incluíram visitas clínicas, análise de prescrições, avaliação da dor por meio da Escala Visual Analógica (EVA), discussões de casos e orientações farmacoterapêuticas a pacientes e familiares. Foram acompanhados 40 pacientes hospitalizados com dor oncológica, sendo 72,5% em cuidados paliativos. As neoplasias mais prevalentes foram pulmão, colorretal, mama, próstata, cabeça, pescoço e sarcomas. A maioria apresentou dor moderada a intensa (EVA 7–10). Identificaram-se problemas recorrentes como: uso inadequado de analgésicos, ausência de laxativos em prescrições com opioides e falta de adjuvantes para dor neuropática. A residente propôs intervenções clínicas baseadas em diretrizes atualizadas, incluindo ajuste de opioides, inclusão de laxativos e introdução de adjuvantes. As sugestões foram acolhidas pela equipe multiprofissional, embora tenha havido resistência de alguns pacientes e familiares ao uso de opioides, o que exigiu ações educativas empáticas e individualizadas, com foco no esclarecimento de dúvidas e desconstrução de mitos. Apesar dos avanços obtidos, a experiência também evidenciou limitações institucionais, como a inexistência de protocolo específico para o manejo da dor, a sobrecarga da equipe e o tempo restrito para educação em saúde. Diante disso, recomendou-se a criação de um protocolo institucional e a implementação de um programa de educação permanente, visando qualificar a assistência e fortalecer a atuação interdisciplinar. Conclusão: A inserção da farmacêutica clínica no cuidado oncológico contribuiu para o manejo seguro e eficaz da dor, promovendo o alívio do sofrimento e melhora da qualidade de vida. A escuta ativa, o acolhimento e as intervenções clínicas reforçam a importância do reconhecimento institucional da prática farmacêutica como parte essencial do cuidado humanizado e integral ao paciente com câncer.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00436
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Copyright (c) 2026 Ana Luisa de Melo Xavier, Cristiani Isabel Banderó Walker, Alba Maria Alves Vasconcelos, Aislane Carlos da Silva Luz, Daniela de Nazaré Magalhães Machado Figueredo, Maria das Graças Leopardi Gonçalves