PE - 048 Cenário da Hemodiálise na Doença Renal Crônica no Brasil: Uma Análise Regional de 2020 a 2024

Palavras-chave

Hemodiálise
SUS
Terapia renal substitutiva
Doença renal crônica

Como Citar

Nogueira, P., Britto, G., & Mattar, R. (2026). PE - 048 Cenário da Hemodiálise na Doença Renal Crônica no Brasil: Uma Análise Regional de 2020 a 2024. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00310

Resumo

Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é um crescente problema de saúde pública, associada a altas taxas de morbidade, mortalidade e impacto socioeconômico. No Sistema Único de Saúde (SUS), as principais informações da doença estão relacionadas à oferta da terapia renal substitutiva. No entanto, há diferenças regionais quanto à oferta dos serviços, disponibilidade de infraestrutura e alocação de recursos públicos. Entender essas variações é fundamental para o planejamento de políticas públicas mais eficientes. [1] Objetivo: Avaliar a cobertura de hemodiálise para pacientes com doença renal crônica estágio 5 e a capacidade instalada no SUS para a disponibilização do procedimento no quinquênio 2020 a 2024. Métodos: O número de pacientes únicos em hemodiálise por região foi captado do Sistema de Informação Ambulatorial do SUS – SIA SUS pela APAC de tratamento dialítico, enquanto o potencial de pacientes com DRC estágio 5 foi estimado com base em dados epidemiológicos de prevalência da população brasileira. Os procedimentos foram escolhidos conforme códigos na tabela SIGTAP. A capacidade instalada foi determinada pelo número de equipamentos de hemodiálise disponíveis e seu aproveitamento foi estimado com base nos equipamentos utilizados, por meio da base de dados do CNES. [2][3][4][5] Resultados: No período analisado, as taxas estimadas de pacientes em hemodiálise em relação ao potencial permaneceram estáveis em cada região sul (15%-16%), sudeste (18%-20%), centro-oeste (34%-35%), norte (10%-12%) e nordeste (14%-17%). Além disso, o número de equipamentos para hemodiálise existentes no SUS foi de 416.754 em 2024, com crescimento em cada região dentro do período analisado: sul (17%), sudeste (20%), centro-oeste (19%), norte (22%) e nordeste (20%) enquanto a taxa de aproveitamento variou significativamente, crescendo em algumas regiões: nordeste (2,4%) e norte (2,15%) e queda no sul (-5,85%), sudeste (-0,60%), centro-oeste (-3,95%). Conclusões: O percentual de pacientes tratados em hemodiálise está abaixo das estimativas populacionais de pacientes em DRC estágio 5, sendo que a região responsável pela maior taxa foi o centro-oeste enquanto a menor foi o norte. Um dos fatores que pode contribuir para a reduzida taxa de DRC estágio 5 em hemodiálise é a limitação na oferta do procedimento, portanto, avaliou-se a capacidade instalada no SUS. Observou-se que, no período analisado, houve aumento no número de equipamentos disponíveis para hemodiálise em todas as regiões do país. Contudo, o percentual de utilização destes equipamentos mostrou tendência de queda nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, enquanto o norte e nordeste demonstrou um aumento consistente no aproveitamento. Esses dados, indicam que a capacidade instalada pode não ser o principal fator responsável pela reduzida taxa de pacientes com DRC 5 sob hemodiálise, logo, outros fatores como o diagnóstico ou acesso ao serviço podem ter grande influência sobre este cenário.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00310
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