Resumo
Introdução: A asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) têm causas multifatoriais e são frequentemente associadas à ansiedade. A combinação de abordagens farmacológicas e não farmacológicas, como o manejo da saúde mental, é essencial para o controle clínico dessas condições. Objetivo: Relatar a experiência da equipe de Telecuidado e Assistência Farmacêutica do TelessaúdeRS/UFRGS no atendimento a pessoas com asma e DPOC, no âmbito do Programa Cuidar+ (SES/RS), com ênfase nas intervenções não farmacológicas, como exercícios respiratórios e estratégias de educação em saúde. Métodos: Trata-se de um relato de experiência. O plano terapêutico no teleatendimento farmacêutico segue três consultas de acompanhamento e uma de monitoramento anual. Os atendimentos são centrados nas queixas dos pacientes, com foco em saúde mental, adesão ao tratamento e dificuldades respiratórias. O plano de cuidado é individualizado e inclui intervenções farmacêuticas definidas em conjunto com o paciente. Após a consulta, são enviadas orientações por meio da Declaração de Serviços Farmacêuticos, além de vídeos com exercícios respiratórios, que auxiliam na melhora da função pulmonar, controle da ansiedade e uso adequado dos dispositivos inalatórios. Quando necessário, também é enviada uma carta ao prescritor com sugestões terapêuticas. Resultados e discussão: A equipe realizou mais de 1.100 teleconsultas com 377 usuários. Os principais relatos envolveram ansiedade, baixa adesão e limitação respiratória. Entre as intervenções não farmacológicas destacam-se a elaboração de calendários posológicos, lembretes para uso de dispositivos e envio de vídeos educativos. A equipe conta com apoio multiprofissional (fisioterapeuta, psiquiatra, pneumologista), que contribui na produção e recomendação dos materiais. Os exercícios são indicados em casos de doença mal controlada ou sinais de ansiedade e envolvem técnicas como respiração diafragmática, fortalecimento e pausa respiratória. Pacientes engajados relatam boa receptividade e melhora dos sintomas quando essas práticas são combinadas às demais orientações clínicas. Conclusão: As estratégias não farmacológicas contribuem para o controle dos sintomas respiratórios e promoção do bem-estar. Apesar das limitações do teleatendimento, como barreiras tecnológicas, os materiais educativos fortalecem o vínculo com o cuidado e favorecem o prognóstico dos pacientes.

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