PE - 001 Desprescrição de medicamentos anti-hipertensivos em pacientes idosos utilizando monitorização residencial da pressão arterial (MRPA)

Palavras-chave

Hipertensão
Desprescrições
Atenção Primária à Saúde

Como Citar

Clara Costa, M., Maciel Moreira, P., Salomão, H., Lima Coqueiro, A. M., Lima dos Santos, E., Wildes Amorim, W., & Oliveira Galvão, M. (2026). PE - 001 Desprescrição de medicamentos anti-hipertensivos em pacientes idosos utilizando monitorização residencial da pressão arterial (MRPA). JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00264

Resumo

Introdução: O uso de anti-hipertensivos é estratégico para o controle pressórico em pessoas idosas, mas o sobretratamento pode gerar eventos adversos graves, como hipotensão, quedas e hospitalização. A Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) é uma tecnologia acessível e importante para identificar o efeito do jaleco branco, evitando sobretratamento com anti-hipertensivos. Objetivo: Apresentar dados preliminares da avaliação do uso da MRPA na identificação de sobretratamento de anti-hipertensivos em idosos frágeis/não fragéis na Atenção Primária à Saúde. Métodos: Análise de dados da linha de base do Projeto Pressure, estudo quase-experimental do tipo antes e depois, realizado nos municípios de Cordeiros, Dom Basílio e Vitória da Conquista (BA). Os participantes receberam monitores de MRPA (tecnologia TruRead) e instruções para realizar medições duas vezes ao dia por cinco dias. Incluíram-se pessoas idosas (≥60 anos) e excluíram-se aqueles que não realizaram o mínimo de aferições. Aplicou-se uma escala de fragilidade (FRAIL) para identificar os participantes nesta condição. Resultados: 75 pacientes foram avaliados e 24% (18) foram classificados como frágeis. Houve diferenças significativas nas médias da PAS e PAD aferidas no consultório e no domicílio dos participantes idosos tanto fragéis como não frágeis demonstrando um possível sobretratamento (p<0,05). A avaliação das médias da PAS e PAD em domicílio mostrou que ambos grupos foram tratados de forma intensiva, não havendo diferença significativa entre os idosos fragéis e não frágeis. Conclusões: A Identificação de fragilidade em parte significativa da amostra e a indicação de desprescrição em 32% dos participantes evidenciam o potencial da MRPA associada ao algoritmo como ferramenta para identificação do sobretratamento de anti-hipertensivos em idosos frágeis na Atenção Primária à Saúde. Esses achados reforçam a importância dessa estratégia na redução de prescrições desnecessárias, prevenção de eventos adversos e otimização do cuidado e dos recursos disponíveis.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00264
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Maria Clara Costa, Pablo Maciel Moreira, Helena Salomão, Ana Maria Lima Coqueiro, Ethiene Lima dos Santos, Welma Wildes Amorim, Márcio Oliveira Galvão