PE - 100 Acionistas e Propriedade Comum no Mercado de Anticorpos Monoclonais: Uma análise de rede

Palavras-chave

Propriedade Comum; Financeirização; Economia da Saúde; Anticorpos monoclonais

Como Citar

Soares Motta-Santos, A., Costa Ribeiro, L., Gow, J., Alam, K., Noronha, K., & Viegas Andrade, M. (2026). PE - 100 Acionistas e Propriedade Comum no Mercado de Anticorpos Monoclonais: Uma análise de rede. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00351

Resumo

Introdução: A propriedade comum refere-se a uma situação em que múltiplas empresas são parcialmente controladas pelos mesmos investidores [1-3]. Essa estrutura pode facilitar parcerias estratégicas, permitindo colaborações em pesquisa e desenvolvimento, bem como o compartilhamento de tecnologias [4,5]. No entanto, também tem sido associada à redução da entrada de novos concorrentes e à diminuição da competição [2,6-8]. Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar parcerias acionárias e a propriedade comum no mercado de anticorpos monoclonais (mAbs).Métodos: Foi realizada uma análise transversal dos acionistas no mercado de mAbs. As relações entre acionistas e empresas foram examinadas por meio de análise de redes. Três redes foram construídas para avaliar o fluxo de influência e informação, a participação dos acionistas nas empresas e a propriedade comum. A análise de propriedade comum incluiu um perfil de propriedade comum pareado para a rede, uma métrica de propriedade comum para os acionistas e outra para as empresas. Resultados: Um dos principais resultados observados foi que os vértices mais conectados não são necessariamente os mais importantes ou estrategicamente posicionados na rede. Ou seja, o alto grau de centralidade nem sempre implica alta influência. É evidente que o poder das empresas, medido pelo grau de centralidade, é relativamente mais proeminente na rede em comparação com seu posicionamento ou influência. Já os acionistas tendem a ocupar posições mais estratégicas dentro da rede e frequentemente estão conectados a vértices altamente influentes. A análise de propriedade comum mostrou que alguns acionistas estão mais bem conectados que outros, sendo a BlackRock, a UBS e a JPMorgan Chase os destaques como acionistas comuns mais proeminentes. Em relação às empresas, Abbott, Eli Lilly, BMS, Biogen, Pfizer e Amgen foram aquelas com os acionistas mais influentes na rede. Conclusões: Há indícios de concentração de poder e influência nas mãos de poucos agentes-chave do mercado. Isso sugere a possível existência de um fenômeno de “clube dos ricos” moldando decisões no mercado de inovação em mAbs. No entanto, são necessários estudos mais aprofundados para avaliar adequadamente essa possibilidade.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00351
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