PE-24 Influência do diabetes gestacional e da hipertensão gestacional na atividade antioxidante e oxidação do leite materno
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Palavras-chave

Doenças metabólicas
Estresse oxidativo
Saúde materno-infantil

Como Citar

da Penha Freire Ribeiro, M., Duarte Hung, B., Soares Pessoa, I., Cruz dos Santos, T., Oliveira Brito da Silva, L., José Cacau Barbosa, H., Sampaio Silva, R., & Fronza, M. (2025). PE-24 Influência do diabetes gestacional e da hipertensão gestacional na atividade antioxidante e oxidação do leite materno. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 10(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v10.e00199

Resumo

Introdução: O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento infantil, oferecendo muito mais do que nutrição. Ele também proporciona proteção imunológica crucial para o recém-nascido. O leite materno contém compostos antioxidantes que ajudam a proteger o bebê contra o estresse oxidativo. No entanto, condições como Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) e Hipertensão Gestacional (HG) podem afetar a composição do leite. Compreender melhor como essas condições influenciam a atividade antioxidante e pró-oxidante do leite é essencial para promover a saúde da mãe e do bebê. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do DMG, HG e da combinação de ambas as condições sobre o perfil antioxidante, o conteúdo de proteínas totais e a formação de produtos proteicos de oxidação avançada (AOPP) no colostro materno. Material e Método: Este
foi um estudo observacional e comparativo com 200 puérperas, divididas em quatro grupos: puérperas saudáveis (hígidas), com DMG, com HG, e com DMG e HG. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa com seres humanos da Universidade Vila Velha (Parecer n. 6.919.599). As amostras de leite materno foram coletadas no banco de leite humano do Hospital Infantil e Maternidade Francisco de Assis, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, até 48 horas após o parto. A atividade antioxidante do leite foi determinada pelo método colorimétrico de sequestro do radical livre ABTS (2,2’-azino-bis(3-etilben-zotiazolina-6-ácido sulfônico). A atividade pró-oxidante foi determinada pela dosagem de AOPP, e o teor de proteínas totais foi quantificado pelo ensaio colorimétrico de Bradford. Resultados e Discussão: Não houve diferença significativa nos valores de proteínas totais entre os grupos, com as amostras de leite variando entre 13,2 ± 2,8 mg/ml para o grupo saudável e 11,7 ± 3,5 mg/ml para o grupo DMG+HG. No entanto, a atividade antioxidante apresentou variações significativas entre os grupos. As voluntárias saudáveis apresentaram uma média de 50,6 ± 11,9% de inibição do radical ABTS, enquanto as voluntárias com DMG e DMG+HG tiveram reduções significativas, com médias de 40,0 ± 14,8% e 39,9 ± 16,0%, respectivamente. Além disso, foi observada uma elevação de 18% na oxidação das amostras de leite das voluntárias com DMG+HG, medida pela dosagem de AOPP. Conclusões: Condições de saúde como diabetes gestacional, hipertensão gestacional e a combinação de ambas influenciam significativamente na atividade antioxidante e nos níveis de oxidação avançada do leite materno, embora os níveis de proteínas totais não tenham apresentado diferenças relevantes. Esses achados ressaltam a importância de investigar as interações entre a saúde materna e a composição nutricional do leite, com o objetivo de desenvolver melhores estratégias para promover a saúde de mães e bebês.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v10.e00199
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