PE-46 Perfil farmacoepidemiológico de octogenários atendidos em um ambulatório de geriatria do Espírito Santo
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Palavras-chave

cuidado farmacêutico
Envelhecimento
polifarmácia
Uso racional de medicamentos

Como Citar

Dias De Castro Luz, A. A., Pezzin, J., & Pessoa Hemerly, J. (2025). PE-46 Perfil farmacoepidemiológico de octogenários atendidos em um ambulatório de geriatria do Espírito Santo. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 10(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v10.e00221

Resumo

Introdução: A população idosa tem crescido de modo expressivo, em especial aqueles que com 80 anos ou mais, os octogenários.1,2 Neste contexto, somado ao aumento de condições crônicas, observa-se elevada prevalência do uso de medicamentos entre este grupo etário.1,3 Objetivo: Por isso, o objetivo deste estudo foi avaliar o perfil farmacoepidemiológico de octogenários atendidos em um ambulatório de geriatria do Sistema único de Saúde (SUS) localizado no Espírito Santo. Material e Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo com abordagem quali-quantitativa, realizado entre maio de 2023 a abril de 2025. Foram incluídos no estudo pessoas idosas (PI) com 80 anos ou mais atendidos no ambulatório de especialidades do SUS localizado no interior do Espírito Santo. Após a consulta médica geriátrica, o paciente foi encaminhado para o atendimento farmacêutico, onde foram coletadas informações sociodemográficas, histórico de saúde e de utilização de medicamentos. Os dados foram documentados em formulário adaptado do Método Dáder para acompanhamento farmacoterapêutico. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética, de acordo com o parecer n. 6.071.609. Resultados e Discussão: Foram atendidos 62 octagenários, os quais representaram 38% dos atendimentos farmacêuticos realizados no ambulatório de geriatria, cuja idade média foi de 86 anos, sendo em sua maioria mulheres (66%). Durante os atendimentos farmacêuticos foi observado que os problemas de saúde mais prevalentes foram: hipertensão arterial (89%), dislipidemia (49%), diabetes (43%), dor (23%), doenças neurodegenerativas e transtornos de humor (18%). Para tratar tais condições, foram prescritos em média 8 medicamentos/paciente e 92% utilizavam 5 medicamentos ou mais. As classes farmacológicas mais utilizados para tratar tais problemas de saúde foram: anti-hipertensivos (32%), antidepressivos (13%), analgésicos (12%), hipoglicemiantes (11%) e para distúrbios gastrointestinais (10%), hipolipemiantes (8%) e outros medicamentos de ação central (8%). Os medicamentos mais utilizados foram: hidroclorotiazida (9%), losartana (8%), metformina (6%), sertralina e dipirona (5%). A maior parte dos entrevistados afirmaram conhecer a terapia medicamentosa (68%), contudo, foi observado 48% apresentaram algum problema relacionado a medicamento (PRM), sendo que os mais prevalentes foram: não adesão (35%), erros de administração (30%), automedicação (14%), entre outras causas (22%). Conclusões: Observou-se que a maior parte dos octogenários possui elevada carga de condições crônicas, como hipertensão, dislipidemia e diabetes. A polifarmácia é uma realidade neste grupo, que utilizam medicamentos para o controle de doenças cardiovasculares, metabólicas e transtornos do humor. Apesar de a maioria dos pacientes relatar conhecer sua terapia medicamentosa, os PRM foram frequentes, principalmente a não adesão. Diante do acelerado envelhecimento da população, é imperioso a implementação de estratégias de promoção à saúde alinhadas com as necessidades dos octogenários. Neste contexto, o farmacêutico deve desenvolver práticas destinadas à promoção de uso racional de medicamentos, contribuindo com a qualidade de vida de PI, em especial os octogenários.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v10.e00221
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