PE-57 Pesquisa e prática em saúde mental: a jornada de um graduando em farmácia no CAPS
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Palavras-chave

CAPS
Iniciação Científica
Saúde Mental
Assistência Farmacêutica

Como Citar

Pinto Martins, Y., Soprani dos Santos, A., Manvailer Martins, J., & Camin de Bortoli, V. (2025). PE-57 Pesquisa e prática em saúde mental: a jornada de um graduando em farmácia no CAPS. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 10(s1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v10.e00232

Resumo

Relato de experiência: Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços especializados que oferecem cuidado em saúde mental, com ou sem o uso de medicamentos psicotrópicos, fora do ambiente hospitalar, promovendo a reintegração social dos usuários. Essa abordagem está em conformidade com as diretrizes da Portaria no 3.588/2017 do Ministério da Saúde. A iniciação científica, prática comum no ensino superior, busca desenvolver o pensamento crítico e investigativo dos estudantes por meio da participação em atividades de pesquisa. O objetivo deste relato é descrever a experiência de um acadêmico de Farmácia em um CAPS, no contexto de estágios e de um projeto de pesquisa intitulado “Uso de psicofármacos por pacientes atendidos no CAPS I de um município do norte do Espírito Santo”. Trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativo-quantitativa e caráter descritivo, com recorte temporal, baseado na observação e vivência em um equipamento de saúde. A participação do estudante no estágio e em projeto de pesquisa voltados à saúde mental, especialmente em unidades especializadas como o CAPS, proporcionou uma vivência enriquecedora, permitindo a aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula à prática clínica. Essa experiência favoreceu uma compreensão mais aprofundada das necessidades dos pacientes e contribuiu diretamente para o cuidado no tratamento das psicopatologias. Durante o estágio, o estudante acompanhou ativamente as funções desempenhadas pelo farmacêutico e pela equipe técnica em diversas esferas, desde a dispensação de medicamentos até a participação em visitas domiciliares e estudos de caso. Essa atuação prática ampliou a visão sobre o funcionamento do serviço e reforçou a importância do trabalho multiprofissional no cuidado integral à saúde mental. No desenvolvimento da pesquisa sobre o uso de psicofármacos (aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo, campus São Mateus, sob o parecer no 5.668.946), observou-se que, entre os transtornos mentais analisados, a esquizofrenia apresentou a maior prevalência (28,34%). Além disso, os antipsicóticos foram identificados como o subgrupo farmacológico mais prescrito (45,39%). Esses resultados motivaram a elaboração de um segundo estudo, com o objetivo de aprofundar a compreensão das demandas dessa população específica. Conclui-se que a inserção do estudante em pesquisa no contexto do CAPS contribui significativamente para uma formação mais sensível, crítica e alinhada à complexidade dos serviços de saúde mental. Ao vivenciar de perto as práticas assistenciais e integrar-se às rotinas da equipe multiprofissional, o estudante desenvolve não apenas competências técnicas e analíticas, mas também um olhar mais empático e humanizado sobre o cuidado em saúde. Essa experiência fortalece a compreensão do papel do farmacêutico no contexto da saúde mental e evidencia a importância de uma atuação integrada, centrada no paciente e em seu processo de tratamento.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2025.v10.e00232
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