Fingolimode para o tratamento de Esclerose Múltipla Remitente Recorrente: uma overview de revisões sistemáticas
PDF-Português

Palavras-chave

Esclerose múltipla remitente recorrente
Fingolimode
Revisão sistemática

Como Citar

de Mendonça Lima, T., Felicissimo Gomes de Souza Bandeira, T., Manso de Mello Vianna, C., & Bittencourt Gonzalez Mosegui, G. (2026). Fingolimode para o tratamento de Esclerose Múltipla Remitente Recorrente: uma overview de revisões sistemáticas. JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA, 11(1). https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00261

Resumo

Esta revisão teve como objetivo sintetizar evidências sobre a eficácia e segurança do fingolimode no tratamento da Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR). Foi realizada busca nas bases Medline, Biblioteca Cochrane, EMBASE e LILACS até fevereiro de 2025. Incluíram-se revisões sistemáticas com meta-análises que compararam o fingolimode a outros tratamentos em adultos com EMRR de baixa ou moderada atividade. A seleção dos estudos, extração dos dados e avaliação da qualidade metodológica foram feitas por dois autores independentes, com uso das ferramentas AMSTAR-2 e GRADE. Três estudos foram incluídos. Em termos de eficácia, duas revisões mostraram que o fingolimode reduziu significativamente a taxa anual de surtos (26% a 48%), e uma apontou redução de cerca de 35% de surtos em 24 meses. Quanto à progressão da incapacidade em 24 meses, não houve diferença relevante entre o fingolimode e os comparadores. Em relação à segurança, uma revisão indicou que os eventos adversos graves foram semelhantes entre o fingolimode e a maioria dos comparadores, com exceção do interferon β-1a. A qualidade metodológica das revisões variou de "criticamente baixa" a "alta", e a qualidade das evidências, de "muito baixa" a "moderada". O fingolimode mostrou superioridade em relação ao acetato de glatirâmer, interferons β-1a e β-1b e à teriflunomida na redução da taxa de surtos, mas não na progressão da incapacidade. Apesar dos resultados favoráveis, estes devem ser interpretados com cautela, pois os dados de eficácia provêm de ensaios clínicos de curto prazo, sem refletir a efetividade ao longo do curso da EMRR.

https://doi.org/10.22563/2525-7323.2026.v11.e00261
PDF-Português
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Tacio de Mendonça Lima, Tayna Felicissimo Gomes de Souza Bandeira, Cid Manso de Mello Vianna, Gabriela Bittencourt Gonzalez Mosegui